Wednesday, February 28, 2007

Príncipe Charles propõe boicote ao McDonald's

27/02/2007 - 16h12
da Ansa, em Londres
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16059.shtml

Vetar o McDonald's em favor da saúde das crianças. A proposta não vem de grupos ativistas antiglobalização, mas do príncipe Charles, que considera a cadeia de fast food uma das principais responsáveis pela péssima alimentação dos jovens.

O duro ataque feito pelo herdeiro do trono --lançado em Abu Dhabi e retomado pela imprensa britânica-- chega na ocasião de lançamento de uma campanha de sensibilização movida por Charles para combater o diabetes nos Emirados Árabes (Diabetes Knowledge Action), segundo país do mundo em números de pessoas afetadas pela doença.

Acompanhado em Abu Dhabi por cientistas e pesquisadores do Imperial College London Diabetes Center, que lhe apresentavam as novas iniciativas para melhorar o padrão alimentar do país, Charles sugeriu a proibição ao cardápio do McDonald's.

"Vocês já tentaram vetar o McDonald's? Seria fundamental", explicou à nutricionista Nadine Tayara. Defensor das refeições biologicamente corretas, o príncipe possui uma fazenda agrícola em Highgrove State, onde foram banidos os pesticidas e fertilizantes químicos.

A multinacional norte-americana, por sua vez, se diz "extremamente ofendida" com as palavras do príncipe. "Parece um comentário improvisado, que não reflete a qualidade no nosso menu nem aquilo que promovemos enquanto empresa", declarou um porta-voz da rede. "Outros membros da família real visitaram um McDonald's recentemente e têm uma outra imagem a nosso respeito, mais atualizada", acrescentou.

Clarence House, o escritório de Charles em Londres, emitiu um comunicado no qual destaca que "o príncipe de Gales promove há tempos a importância de uma dieta balanceada, em especial para as crianças. Ao visitar o centro contra diabetes, queria enfatizar a necessidade de as crianças comerem uma grande variedade de alimentos, nenhum deles em excesso".

Tuesday, February 27, 2007

PETIÇÃO - Para mim os animais importam

PETIÇÃO - Para mim os animais importam




Assine a Petição "Para mim os animais importam" e faça a diferença: faça com que os animais sejam importantes para o governo.
Clique no banner acima para entrar no site da petição, e à direita do site, assine com seu nome, sobrenome, e-mail, país e idade.

Cientistas criam substituto para testes em animais - Membrana artificial permite mais eficácia e precisão nos testes

Membrana artificial permite mais eficácia e precisão nos testes

Uma boa notícia para os que defendem o fim da uilização de animais como cobaias de laboratórios: uma equipe de pesquisadores da Universidade suíça de Neuchâtel apresentou nesta segunda-feira, 6 de novembro, um método que substituirá a utilização de animais nos testes de produtos contra carrapatos.

O resultado do trabalho realizado por Thomas Krober e Patrick Guerin no Instituto de Zoologia do centro universitário é uma membrana artificial composta de celulose e silicone, que imita a fisiologia e a elasticidade da pele animal.

Segundo os especialistas, o dispositivo permite comprovar de forma mais rápida e econômica a eficácia de produtos contra carrapatos. Além disso, os agentes patógenos depositados pelo carrapato na membrana artificial podem se recuperar, e sua identificação, segundo os pesquisadores, abre caminho para a fabricação de remédios específicos contra esses parasitas.

Segundo a universidade, esse procedimento pode ser utilizado tanto para conter surtos de carrapato nas criações de gado, como na luta contra doenças transmitidas por insetos, como os mosquitos e as mosca tsé-tsé.

Apesar de ainda estar em desenvolvimento, a descoberta abre precedentes para que em um futuro próximo os animais não precisem mais servir como cobais de laboratórios farmacêuticos.

Fonte: Agência EFE

Monday, February 26, 2007

PETIÇÃO - Salve as baleias da caça

O site www.whalesrevenge.com está com uma petição interessante contra a caça às baleias. Para assinar a petição, basta ir à coluna à direita, preencher com seu nome, cidade e país e apertar "Sign Petition".
Divulgue este site para amigos e conhecidos para maior número de assinaturas possíveis, já estão em 300000 no momento, e o objetivo é completar um milhão. Participe também!
E, há também no site, um joguinho relacionado a baleias e à caça, a regra é o seguinte: com o movimento do mouse, você move a direção para a baleia seguir, e assim, fugir de arpões que a ameaçam de atingí-la.

'Filme de Al Gore' vence Oscar de documentário

'Filme de Al Gore' vence Oscar de documentário
26 de fevereiro, 2007 - 04h27 GMT (01h27 Brasília) por BBC BRASIL


Uma Verdade Inconveniente, de Davis Guggenheim, foi o vencedor do prêmio de melhor documentário no Oscar realizado neste domingo.


Filme foi um dos mais bem-sucedidos documentários de todos os tempos


O documentário é constantemente chamado de ''o filme de Al Gore'', pois retrata uma série de palestras feitas pelo ex-vice-presidente americano a respeito do aquecimento global. Gore é o ''astro principal'' e o narrador do longa.

O filme se tornou um dos documentários mais bem-sucedidos de todos os tempos e fez com que Gore se tornasse um ambientalista de renome mundial, após ter perdido por pouco a presidência dos Estados Unidos para George W. Bush, no ano 2000.

A cerimônia do Oscar foi farta em tiradas sobre se Gore irá ou não disputar a candidatura pelo Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos.

Humor

A primeira delas foi feita pela apresentadora da cerimônia, a humorista Ellen DeGeneres.

Ela lembrou que a atriz Jennifer Hudson, que mais tarde ganhou o Oscar na categoria de coadjuvante, não tinha sido eleita a vencedora do reality show American Idol, mas estava concorrendo a uma estatueta. ''É diferente de Al Gore. A América inteira votou nele, mas...''. A tirada arrancou risos da platéia e do próprio Gore.

Em seguida, foi a vez de Leonardo Di Caprio, que subiu ao palco ao lado de Gore, durante um dos segmentos da premiação.

Di Caprio indagou: ''Existe alguma coisa que o senhor gostaria de anunciar?''. Gore puxou um envelope e disse que ''gostaria de aproveitar a ocasião para anunciar para o povo americano e para o 1 bilhão de espectadores da cerimônia que...''

Mas ele não concluiu o ''anúncio'' e fingiu uma expressão de espanto quando a música que marca cada apresentação se sobrepôs à sua voz.

Inspiração

Gore subiu ao palco para receber o prêmio juntamente com o diretor Davis Guggenheim. O cineasta disse: ''Nós fomos compelidos a agir por esse homem. Fomos inspirados por sua luta de 30 anos''.

"Meus compatriotas americanos, povo de todo o mundo, temos que resolver a crise ambiental. Não é uma questão política. É uma questão moral'', afirmou Gore.

O Oscar deve reacender nos Estados Unidos os rumores de que o ex-vice presidente irá concorrer à presidência. Possibilidade que já foi levantada até por estrategistas do Partido Democrata.

O ex-vice-presidente também está cotado para receber o Prêmio Nobel da Paz deste ano e está por trás do megaevento Live Earth, uma série de shows que visam despertar a consciência ambiental e que contará com shows no Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha e China, entre outros países.

Sunday, February 25, 2007

Documentário EARTHLINGS, sobre os humanos

[Mais texto sobre o incomparável documentário EARTHLINGS - Terráqueos. Fonte do texto numa comunidade do site de relacionamentos Orkut, sem dados do autor]


EARTHLINGS (Terráqueos) é um documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em animais (para companhia, comida, roupa, entretenimento, e pesquisa científica) mas também ilustra nosso completo desrespeito por estes chamados "provedores não-humanos." O filme é narrado pelo indicado ao Oscar Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e apresenta música pelo artista de platina renomado pela crítica Moby.

Com um estudo profundo em pet shops, criadouros de cachorros e abrigos de animais, como também em fazendas industriais, o comércio de couro e de peles, as indústrias de esportes e entretenimento, e finalmente a profissão médica e científica, EARTHLINGS usa câmeras escondidas e imagens nunca antes vistas para demonstrar as práticas cotidianas de algumas das maiores indústrias do mundo, todas as quais dependem totalmente em animais para lucro. Poderoso, informativo e provocador, EARTHLINGS é de longe o documentário mais compreensível já produzido na correlação entre a natureza, animais, e os interesses econômicos humanos. Existem muitos filmes valiosos de direitos dos animais, mas este transcende o cenário.


É um dos vídeos mais brilhantes que já foram feitos. Esse vídeo e' apenas uma pequena parte do documentário original que tem 95 minutos. Esse não é apenas mais um vídeo com cenas fortes, na verdade são poucas essas cenas, mas é obrigatório para qualquer um que se diga preocupado pelos outros, qualquer um que se considere ético ou que busque a justiça para si e para o próximo. Enfim, Earthlings é como o próprio nome diz... feito para todos os terráqueos...


EARTHLINGS grita para ser visto.

http://video.google.com/videoplay?docid=-5923245618644065423



EARTHLINGS

" Os desejos por comida e água, abrigo e companhia, liberdade de movimento e ausência de dor. Estes desejos são compartilhados por animais humanos e não-humanos.
Quanto à compreensão, como os humanos, muitos animais compreendem o mundo no qual eles vivem e se movem, senão não sobreviveriam.
Assim, por trás das muitas diferenças, existem igualdades. Como nós, esses animais incorporam o mistério e a maravilha da consciência. Como nós, eles não apenas estão no mundo, eles estão conscientes dele. Como nós, eles são os centros psicológicos de uma vida que pertence unicamente a eles.

Nestes aspectos fundamentais, os seres formam um conjunto, com porcos e vacas, galinhas e perus. O que fazemos a estes animais, como moralmente devemos tratá-los, são questões cujas respostas começam com o reconhecimento de nosso parentesco psicológico com eles.

O seguinte filme demonstra de cinco formas como os animais tornaram-se escravos da humanidade.
Para que não nos esqueçamos. "

** Earthlings (2003)
Site oficial:
http://www.isawearthlings.com/

Primeira parte: Animais de Estimação
Segunda Parte: Alimento (carne, ovos, leite)
Terceira Parte: Vestuário (couro, peles)
Quarta parte: Entretenimento (rodeios, caça, pesca, circo, zoológico, touradas)
Quinta Parte: Ciência (vivissecção, experimentos científicos)

** EARTHLINGS ("terráqueos") é o mais detalhado documentário já produzido sobre a correlação entre a natureza, os animais e interesses econômicos humanos.


==================== Assistam =======================================

Introdução e Primeira parte: Animais de Estimação (legendas em português)
http://video.google.com/videoplay?docid=-5923245618644065423

Video completo: (legendas em espanhol)
http://video.google.com/videoplay?docid=4925569611637595712&q=Earthlings


As imagens do filme não são casos isolados. São os padrões industriais dos animais criados como Estimação, Comida, Vestuário, para Entretenimento e Pesquisa.

"A esperança para os animais de amanhã há de ser encontrada em uma cultura humana que aprenda a ver além de si mesma. Nós precisamos aprender empatia. Nós precisamos aprender a olhar nos olhos de um animal e sentir que sua vida tem valor."

"É claro que os animais sentem, e é claro que experimentam a dor. Ou você acha que a natureza iria dotar esses animais de sentimentos para não poderem ter sentimentos? Os animais têm nervos para não sentirem?
A razão exige uma resposta melhor. Mas uma coisa é absolutamente certa: animais usados como comida, vestimenta, entretenimento e experimentos científicos, apesar de toda opressão a que os submetemos, todos morrem sofrendo. Todos e cada um.

Já não é suficiente que todos os animais vivam permanentemente condicionados pelo progresso e expansão humana? E que para muitas dessas espécies, simplesmente não existe mais nenhum lugar para onde ir? Parece que o destino de muitos animais é decidido pelo desinteresse ou pelo excesso de interesse dos seres humanos."

"Tudo se resume a dor e sofrimento. Não à inteligência, não à força, não à classe social ou direitos civis. Dor e sofrimento são por si só ruins, e devem ser evitados ou minimizados. Independente de raça, sexo, ou espécie dos seres que sofrem. Todos somos animais deste planeta. Todos somos criaturas. E os demais animais não-humanos experimentam sensações assim como você. Eles são fortes, inteligentes, agéis, se movem e evoluem. Eles também têm capacidade de crescer e se adaptar. Como nós, antes de tudo, são terráqueos. E como nós, eles são sobreviventes. Como nós, também buscam conforto ao invés de sofrimento. E como nós, demonstram diversos graus de emoções. E claro, como nós, eles estão vivos. Muitos deles são, de fato, vertebrados... como nós.
Quando olhamos para trás e notamos que os animais foram essenciais para a sobrevivência humana, nossa absoluta dependência deles, seja pra companhia, alimento, vestimenta, esporte e entretenimento, assim como pesquisas científicos, ironicamente só vemos seres humanos com total desrespeito por esses provedores não humanos.

É chegado o momento de reconsiderarmos nossos hábitos alimentares, nossas tradições, nossos estilos e moda, e acima de tudo, nossa forma de pensar."


Henry Beston "The Outermost House"

"Nós precisamos de um conceito mais sábio e talvez mais místico sobre os animais. Afastado da natureza universal e vivendo por artifícios complicados, o homem e as civilizações observam as criaturas pela lente de seu conhecimento e veêm assim uma pluma ampliada, e a imagem total distorcida.
Nós os menosprezamos pelas suas carências, pelos seus destinos trágicos de terem tomado uma forma tão diferente de nós. E então nós erramos, e erramos profundamente. Porque os animais não devem ser medidos pelo homem. Num mundo mais antigo e mais completo que o nosso, eles se movem realizados e com plenitude. Dotados com sentidos mais extensos, que nós perdemos ou nunca obtivemos. Guiados por vozes que nunca escutaremos. Não são confrades, não são inferiores; eles são outras nações presas conosco na rede da vida e do tempo. Companheiros de cela do esplendor e do trabalho da Terra."



- Mensagem do Diretor -


http://www.isawearthlings.com/earthlingsforum/viewtopic.php?t=339

Para quem não lê em inglês, um resumo do pedido:

Earthlings está prestes a ser escolhido como um dos indicados ao Oscar de melhor documentário.
Para isso acontecer, uma das regras da Academia é: o filme não pode estar disponível para download na internet.

Assim, Shaun pede a todos que retirem os filmes já legendados ou não dos sites provisoriamente (cerca de 3 meses), até a indicação ser concluída.

Reconhece o esforço de todos que traduziram e legendaram o documentário para vários idiomas e acredita, também, na livre divulgação - quanto mais gente assistindo e tendo conhecimento das atrocidades, melhor. Porém isso não pode ser feito nesse momento, em razão do já exposto.

Após esse período de 'seca' e decisões, o vídeo poderá ser disponibilizado novamente.

Enquanto isso, para quem ainda não assistiu, valem os contatos privados via e-mail. O problema é a divulgação em massa em sites de livre acesso.

Se o documentário for indicado (e vencer), muito mais gente terá acesso ao filme e terá curiosidade de assití-lo, emocionar-se, revoltar-se e abraçar a causa. Os animais? Só tendem a ganhar com isso.


Motivos para parar de comer carne

O problema principal não é a degradação ambiental. Mesmo se não fosse um problema ecolológico, ainda assim seria antiético.

Falar de vegetarianismo pelo meio ambiente, sem falar das implicações éticas com relação aos animais, é o mesmo que falar em reciclagem de latinhas ou coleta seletiva.

"Animais não são recursos, eles existem para seus próprios fins."


Links interessantes:
http://www.svb.org.br/depmeioambiente/VegetarianismoeCombateaFome.htm

http://www.casadomacaco.hpgvip.ig.com.br/krsna/Naoviolencia.htm

http://www.vegetarianismo.com.br/artigos-revistas/fraquezas-da-carne.html

E porque carne? Sobre uma possível e revolucionária dieta universal:

http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/ADA-dietas-vegetarianas.html


E se alguém aqui ainda acredita que o ser humano é carnívoro por natureza:

www.terra.com.br/planetanaweb/342/transcendendo/corpo/ser_vegetariano_03.htm

www.vivaosanimais.com.br/page_1115261532203.html

www.almavegetariana.hpg.ig.com.br/relacao%20cp%20humano.html


Pelo menos 3,5 mil litros são necessários para produzir um quilo de carne de frango, 6 mil para um quilo de carne de porco, pelo menos 15 mil para um quilo de carne bovina. Enquanto isso, um quilo de batatas pode ser produzido com até 500 litros. Terra e água necessárias para produzir um quilo de carne são suficientes para 200 quilos de tomates ou 160 de batatas, segundo o Worldwatch Institute. E as pastagens cobrem um terço das terras no mundo. Não é só. Os efluentes de criações são responsáveis por 50% da poluição da água na Europa e pela acidificação do solo (quando depositados sem tratamento).

Seja ela qual for, a produção de carne é de longe uma das mais dispendiosas, que desperdiça grande parte dos recursos e que tem a maior perda energética.
Com a quantidade de ração e grãos consumidos por cada animal durante a vida inteira, é possível alimentar dezenas de vezes mais (em Kcals) do que com a sua carne.

Um gado de corte consome durante toda sua vida 100.000 litros de água. Isso é quantidade mais do que suficiente para fazer flutuar um destroyer.
A demanda de 6 bilhões de pessoas por comida não é por carne somente. Muita gente não tem dinheiro para comer carne, é um fetiche alimentar para poucos, inegavelmente.
Sob essa ótica, acho que a alimentação vegetariana é sim mais viável economicamente e mais acessível em um plano geral.




texto no site da SVB:

"A minoria que detém o monopólio da terra e dos recursos não tem interesse na produção de vegetais para alimentar seres humanos, mas sim para alimentar o gado, pois a pecuária se constitui em uma atividade muito mais lucrativa do que a agricultura."

"Uma pessoa que consumisse suas 2.500 calorias diárias somente em carne bovina necessitaria de mais de 12 hectares por ano para satisfazer suas necessidades."

"Qualquer projeto que vise o combate à fome, a implementação de um sistema produtivo sustentável onde o uso da terra seja otimizado de forma a satisfazer as necessidades do maior número possível de pessoas, deverá considerar o vegetarianismo. Esta não é uma questão de opções, mas de necessidade latente."

o difícil de tentar explicar isso pra alguém é que muitas vezes as pessoas não querem ouvir, não importa se tem um monte de gente passando fome enqnto grande parte dos grãos que poderia matar a fome dessas pessoas estão sendo usados para os animais, a insustentabilidade, os impactos ambientais, os maus tratos...

O clima enlouqueceu

Revista do Correio - de 25 de fevereiro de 2007
www.correioweb.com.br



O clima enlouqueceu

Além dos impactos no meio ambiente, apontados pelo teste da Pegada Ecológica, as ações humanas também são responsáveis pelo aquecimento global. A sentença veio expressa no relatório do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), das Nações Unidas. Os cientistas concluíram: é verdade que o clima está diferente, o planeta vive uma era de extremos climáticos. Secas e chuvas excessivas. Calor e frio severos. A mudança causada pelas emissões de carbono, ocasionada pela queima de combustíveis fósseis é irreversível.

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Eduardo Viola, membro do Comitê de Mudança Ambiental Global da Academia Brasileira de Ciências, enumera alguns eventos recentes que, nos últimos três anos, evidenciaram as mudanças no clima. Ele cita: o impacto devastador dos furacões Rita e Katrina, nos Estados Unidos; monções muito severas na Índia, que deixaram Mumbai, o centro econômico do país, sob as águas; tormentas na China;ondas de calor intenso na Europa. E dois exemplos no Brasil: a seca na Amazônia e a formação, pela primeira vez, de um furacão no Atlântico Sul, o Furacão Catarina, que atingiu Santa Catarina. Além disso, Viola explica que existem outros processos que não são perceptíveis pela população, como o derretimento das geleiras.

O professor relembra que até 1988, a grande pergunta dos climatólogos era quando seria a próxima Era Glacial. Após a constatação do processo de aquecimento, foram realizadas diversas tentativas de fazer com que os países reduzissem as emissões. O que não ocorreu. “As negociações são difíceis e, após o 11 de setembro, a questão das condições climáticas perdeu espaço para a discussão sobre a segurança e o terrorismo”, avalia Eduardo Viola. Para o professor, especialmente após o relatório do IPCC, a questão climática está no centro do debate como nunca esteve na história. Não é por menos, já que aumentou muito o custo material e humano causado pelos fenômenos climáticos.



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SAIBA MAIS

Aquecimento global

É o resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa na atmosfera, em especial os resultantes da queima de petróleo, carvão e gás. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso, que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar.

Aquecimento global não é efeito estufa
O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido, na temperatura média de 15 graus Celsius. Dessa forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa na atmosfera, o planeta se torna cada vez mais quente, podendo levar à extinção da vida.

Quais as causas das mudanças climáticas?
As mudanças climáticas ocorrem quando são lançados mais gases de efeito estufa do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver. As principais maneiras são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento.

Como o desmatamento influencia na mudança do clima?
Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO²) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa.

O que é Protocolo de Kioto?
É o único tratado internacional que estipula reduções obrigatórias de emissões causadoras do efeito estufa. O documento foi ratificado por 168 países. Os Estados Unidos, maiores emissores mundiais, e a Austrália não fazem parte do Protocolo de Kioto.


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Fonte: WWF-Brasil e o livro Mundo sustentável, de André Trigueiro.
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MOBILIZE-SE

Meninos do dedo verde

Para Karen Suassuna, do WWF-Brasil, todos os cidadãos deveriam cultivar o hábito de plantar árvores, serem “meninos do dedo verde”, como o personagem do livro de Maurice Druon. Essa atitude não basta para salvar o planeta, mas ajuda, já que as árvores capturam o carbono da atmosfera.

No cinema
Assista ao documentário Uma verdade inconveniente, que narra o esforço do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore em convencer a população sobre os efeitos das mudanças climáticas. A Fundação
SOS Mata Atlântica (www.sosmataatlantica.org.br) é parceira da Paramount no lançamento do DVD, que deve chegar ao Brasil no próximo mês.

Show pela preservação
Em julho, o Brasil está na lista dos países que receberão o Live Earth, uma série de shows que pretendem sensibilizar as pessoas sobre a crise climática. A intenção é que o festival ocorra, simultaneamente, na China, África do Sul, Reino Unido e Austrália. Entre as atrações confirmadas estão: Red Hot Chili Peppers, Foo Fighters, Duran Duran, Black Eyed Peas, Lenny Kravitz, Bon Jovi, Sheryl Crow, entre outros.



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Desmatamento no Brasil

Cerca de três quartos das emissões de carbono no Brasil vêm do desmatamento da Amazônia.
Em comparação a outros países, o país tem a vantagem de que a energia elétrica é basicamente de origem hidráulica. Além disso, no transporte, a adoção de combustíveis menos poluentes, como o álcool e o biodiesel, colaboram para uma menor emissão de carbono.
O professor Eduardo Viola estima que em poucos anos a China, que está crescendo na média de 10% ao ano, deva ultrapassar os Estados Unidos na emissão total de carbono. Na China, quase toda a energia é gerada por termelétricas a carvão, o mais poluente dos combustíveis fósseis. Para Viola, o Brasil precisa se comprometer em frear o processo de desmatamento na Amazônia: “Se conseguirmos mudar esse cenário, as emissões serão reduzidas drasticamente”, avalia.

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Campeões em emissao de CO2
# Estados Unidos
# China
# União Européia
# Índia
# Rússia
# Japão
# Brasil


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Informe-se e ajude

Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br
Ibama - www.ibama.gov.br
Ministério do Meio Ambiente - www.mma.gov.br
WWF - wwf.org.br
SOS Mata Atlântica - www.sosmataatlantica.org.br
Greenpeace - www.greenpeace.org.br
Instituto Akatu pelo Consumo Consciente - www.akatu.org.br
Instituto de Desenvolvimento Sustentável - www.ider.org.br

E eu com isso? - O que você consome tem impacto direto sobre o ecossistema. Saiba como adotar hábitos sustentáveis e faça a sua parte pela natureza

Revista do Correio - de 25 de fevereiro de 2007
Erica Andrade
Da equipe do Correio
www.correioweb.com.br


E eu com isso?

O que você consome tem impacto direto sobre o ecossistema. Saiba como adotar hábitos sustentáveis e faça a sua parte pela natureza


Monique Renne/Especial para o CB
Fernando, com a mulher Carolina e os quatro filhos, planeja mudanças de hábitos: “Um meio ambiente preservado é um presente que a gente deixa para as outras gerações”


Quanto tempo passa no chuveiro? Quantas sacolas plásticas usa no supermercado? Viaja de avião quantas vezes ao ano? Qual o número de eletrodomésticos em casa? Come carne vermelha? Aparentemente, essas questões poderiam fazer parte de uma pesquisa de consumo qualquer. Mas as respostas podem revelar mais do que hábitos e costumes das famílias brasileiras. Podem dar a dimensão da responsabilidade do cidadão na destruição do meio ambiente.

Por meio do consumo pode-se calcular a quantidade de resíduos decorrentes do estilo de vida contemporâneo — aqueles que a sociedade acredita desaparecer como mágica assim que são embarcados num caminhão de lixo. Esse rastro hoje é medido. Um teste chamado Pegada Ecológica é capaz de estimar a quantidade de recursos necessária para produzir bens e serviços que se consomem no dia-a-dia. Com o apoio da WWF-Brasil, a Revista do Correio realizou o teste com Fernando Luiz Faria, um funcionário público, pai de quatro filhos, preocupado com a preservação ambiental.

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Fonte: Mundo Sustentável, de André Trigueiro
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CONSUMO EQUIVALENTE A TRÊS PLANETAS

Fernando, 37 anos, sempre se preocupou com o meio ambiente. Mas, após o nascimento de dois casais de gêmeos, ficou mais atento aos seus hábitos. Com o apoio da mulher, Ana Carolina Faria, 33 anos, psicóloga, adotou medidas como evitar o uso excessivo de sacolinhas de supermercado e separar o lixo orgânico do seco. Com o nascimento do segundo casal de gêmeos, precisaram comprar um carro maior, e optaram por um modelo bicombustível. “Na hora de abastecer a gente faz questão de colocar mais álcool, mesmo que economicamente o benefício seja menor”, explica Fernando.

As atitudes da família de Fernando nem sempre são observadas pela maior parte da população brasileira. Talvez por isso, ele tenha ficado decepcionado quando recebeu o resultado do teste da Pegada Ambiental, aplicado pela WWF-Brasil. “Se toda a população mundial tivesse o meu padrão de consumo, sem considerar o gasto de minha família, seriam necessários três planetas”, constata, consternado. Os especialistas advertem: consumimos muito além do que a terra consegue sustentar.

A técnica Karen Suassuna, da WWF, destacou que a organização ainda está adaptando o índice da Pegada Ecológica à realidade brasileira. Ao avaliar Fernando, Karen afirma que os pontos críticos do teste foram o uso do carro, o tempo embaixo do chuveiro e a grande quantidade de eletrodomésticos em casa. Ela reconhece a deficiência no transporte público da capital federal, mas recomenda: “Compartilhar o uso do carro ajuda”. Além disso, ficar menos tempo embaixo do chuveiro e manter equipamentos mais eficientes do ponto de vista energético melhoram o resultado.

Fernando avalia que as pessoas precisam pensar em uma mudança de paradigmas: “Minha geração foi criada em um mundo muito consumista. Precisamos de um mundo mais fraterno, onde a gente usufrua dos recursos de forma mais consciente”. Ele relembra o filme infantil George, o curioso, que assistiu junto com os filhos. “Nele tem uma canção do Jack Johnson sobre adotar a filosofia dos três ‘erres’: Reduzir, reutilizar e reciclar’”, relembra.

Apesar da atitude consciente, Fernando não está muito otimista. “As pesquisas mostram que, mesmo com a mudança de atitude, os efeitos maléficos no meio ambiente serão sentidos pela humanidade. Acho que a conscientização veio tarde”, constata. Carolina, por outro lado, acredita que é preciso ser otimista, “passar informações para frente, influenciar positivamente os filhos”, diz.

Para Fernando é preciso mudar os hábitos, apesar de reconhecer que pode ser difícil: “A gente tem que pesar dois juízos de valor, o prazer imediato e o duradouro. Um meio ambiente preservado é um presente que a gente deixa para as outras gerações”.


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O QUE É A PEGADA ECOLÓGICA

O modelo da Pegada Ecológica mede a área de terras e águas ecologicamente produtivas necessárias para fornecer recursos de energia e matéria consumidos por determinada população ou atividade, e para absorver seus resíduos. Ou seja, o espaço natural produtivo de que precisamos para sobreviver. O mundo não tem uma reserva infinita de recursos naturais. O WWF-Brasil vai publicar em março em seu site (www.wwf.org.br) um teste adaptado para a realidade brasileira. Mas você já pode conhecer um pouco mais sobre o seu consumo, fazendo um teste em português, no endereço:
http://www.earthday.net/footprint/index.asp.



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ATITUDES CONSCIENTES

Repense seu consumo;

Economize energia elétrica;

Use racionalmente o ar-condicionado;

Evite o gasto excessivo de água, especialmente a quente, no banho;

Opte por carros mais eficientes. Se possível, prefira um carro mais novo, com menos potência e mais eficiente, a um veículo mais antigo e potente;

Dê carona e use transporte coletivo sempre que possível;

Evite o uso de sacolinhas de plástico;

Proporcione a reciclagem de materiais;

Opte por arquiteturas mais inteligentes do ponto de vista do uso da luz e circulação de ar;

Desligue completamente os aparelhos eletrônicos em modo \'stand by\';

Coma menos carne bovina.
A pecuária é uma das principais causas do desflorestamento
da Amazônia;

Prefira mercadorias que têm o selo verde;

Separe lixo seco do orgânico, e exija a coleta seletiva;

Mobilize-se contra o desmatamento da Amazônia, envie e-mails e cartas ao poder público.

Saturday, February 24, 2007

Fotógrafos registram mudanças no clima.

SITE BBC BRASIL
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1058_clima/


Foto: Ian Berry/Magnum Photos

Projeto
O Grupo Climático é uma instituição de caridade criada para pressionar os governos para que reduzam emissões de gases do efeito estufa.
O grupo pediu que dez dos melhores fotógrafos do mundo registrassem o impacto das mudanças climáticas (assim como projetos criados para evitá-la) em diferentes regiões do mundo.

Foto: Alex Webb/|Magnum Photos

Energia Eólica
A mulher da foto vive em Hluleka, na África do Sul. Nessa comunidade, a eletricidade é obtida por meio da combinação de sistemas que aproveitam a energia solar e eólica.
As turbinas de ar são um método econômico para prover energia a comunidades isoladas.

Chris Steele-Perkins/Magnum Photos

Ilhas Marshall
As Ilhas Marshall (Pacífico) são uma série de recifes que formam numerosas lagoas.
Há alguns anos, era possível ver o cume de alguns vulcões em meio a recifes. Mas eles foram desaparecendo com o tempo, ficando submersos nas águas, deixando pequenas ilhas como esta que se vê na foto, coberta com palmeiras.

Foto: Harry Gruyaert/Magnum Photos

Vulcões
Os vulcões podem ser muito instáveis, e a Central de Energia Geotérmica de Hatchubaru, no Japão, foi construída exatamente em cima de um deles.
A central tem uma grande capacidade para produzir energia. Para isso, a atividade do vulcão é constantemente controlada para evitar que acidentes aconteçam.

Foto: Nikos Economopoulos/Magnum Photos

Arroz
Milhares de chineses cultivam o arroz manualmente, sem o uso de máquinas.
A mudança nos padrões climáticos faz com que o cultivo do arroz se torne mais difícil para alguns campesinos.

Foto: Donovan Wylie/Magnum Photos

Malária
Trabalhadores da área de saúde esterilizam as ruas de Calcutá, na Índia, para evitar a propagação do principal inimigo do país: o mosquito que causa a malária.
Segundo cientistas, formas preventivas para evitar a expansão da doença devem se tornar mais difíceis à medida que as temporadas de chuvas estão cada vez mais imprevisíveis.

Foto: Constantine Manos/Magnum Photos

Energia Solar
Em Santa Mônica, nos Estados Unidos, a roda gigante de um famoso parque de diversões usa a eletricidade obtida por meio de painéis solares.
A Califórnia introduziu uma nova lei que estipula que a energia renovável deve corresponder a 20% da energia consumida no Estado em 2017.

Foto: Chien-Chi Chang/Magnum Photos

Moinho de Vento
Na Alemanha, o governo implementou uma série de medidas para reduzir as emissões de gás carbônico.
Estes moinhos de vento em Brandemburgo fazem parte de um projeto que está tornando o país em um dos maiores produtores de energia renovável da Europa.

Foto: Bruce Gilden/Magnum Photos

México
Muitos trabalhadores no México viajam cerca de duas horas para chegar ao local de trabalho na capital do país.
Para reduzir as emissões de gás carbônico e outros gases do efeito estufa, as autoridades locais colocaram em prática um programa para converter os ônibus que funcionam com diesel para um sistema que permita que eles funcionem a gás.

Foto: Alex Majoli/Magnum Photos

Elefantes
Os elefantes normalmente caminham longas distâncias para encontrar água.
Na Tanzânia, muitos desses animais estão invadindo as florestas de Kilimajaro à medida que as planícies em que vivem estão começando a secar.

ESPECIAL - Mudanças Climáticas

ESPECIAL - Mudanças Climáticas
SITE BBC BRASI.COM NO LINK:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/cluster/2007/02/070201_meio_ambiente.shtml

Aquecimento Global: O que fazer?

Aquecimento Global: O que fazer?
Data: 23/2/2007
Por Fernando Almeida *
http://www.jornaldomeioambiente.com.br/JMA-index_noticias.asp?id=12283



A recente divulgação do inventário do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) confirma uma advertência apresentada ao mundo há 15 anos, mais precisamente durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. A partir daquele encontro internacional, intensificaram-se os estudos sobre o processo de aquecimento global e sobre outras formas de degradação ambiental impostas por um modelo de desenvolvimento predatório e insustentável. A reversão dessa tendência é possível, mas demanda uma radical mudança no modelo de desenvolvimento.

Aí você pergunta: Se especialistas já falam isso há 15 anos, qual é a novidade? A novidade é a certeza. O estudo do IPCC desmonta, sem deixar margens para dúvida, o argumento de algumas tendências que insistiam na tese de que o aquecimento global é decorrente de um fenômeno natural ou que as inovações tecnológicas, isoladamente, encontrariam a saída para o dilema. A revelação dos 2.500 especialistas de 130 países comprovou cientificamente que a ação humana é a responsável por impor um ritmo de degradação do ambiente mais acelerado do que a capacidade de reposição natural dos ecossistemas. O impacto dessa certeza na opinião pública foi imediato. O interesse da sociedade é diretamente proporcional à imensa culpa que desabou sobre nós. É verdade. Estamos mesmo acabando com o planeta.

Passado o primeiro momento de susto e penitência, precisamos urgentemente partir para medidas práticas. Enquanto você lê esse artigo, a concentração de CO2 na atmosfera continua aumentando e não dá sinais de sequer estabilizar. Precisamos de um esforço de governos e empresas no sentido de implementar, já, medidas para estabilizar a concentração de CO2 na atmosfera em cerca de 550 ppm (partes por milhão) até 2050. É uma meta ambiciosa que significa gerar cada dólar do produto mundial bruto com metade da energia que consumíamos em 2002, aumentando a eficiência econômica em 1,5% ao ano, uma taxa 20% superior à obtida nos últimos 30 anos. E mais: será preciso que a emissão de carbono pelas atividades de geração de energia seja 45% menor do que foi em 2002, isto é, reduzir pela metade a taxa de emissão de carbono dos últimos 30 anos. Essas projeções fazem parte de um estudo publicado ano passado pelo Conselho Empresarial Mundial (WBCSD), que coordena uma rede de 50 conselhos nacionais, da qual o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) faz parte.

Criada em 2000 pelo CEBDS, a Câmara Técnica de Energia e Mudança do Clima – CTClima - vem ajudando as empresas a gerenciar o impacto de suas atividades, aproveitar novas oportunidades de mercado e minimizarem seus riscos. A CTClima integrou a delegação brasileira em várias Conferências das Partes da ONU e tem auxiliado as empresas a implementar mecanismos de diminuição de emissão de gases estufa. Porém, para atingirmos as metas globais citadas no estudo do WBCSD, será preciso, entre outras medidas, que em 2025, as termelétricas a carvão estejam em processo acelerado de implantação de tecnologias de captura e armazenamento (TCA) de carbono. Também será necessário que as usinas nucleares existentes sejam renovadas, que sua capacidade atual seja ampliada em 30% e que 6% da energia gerada venha de fontes renováveis, incluindo a hidráulica. Para 2050, por exemplo, as energias geradas por fontes alternativas precisam crescer 160 vezes.

Algumas soluções já estão sendo adotadas pelo mercado, como exemplo a fabricação de veículos com alta eficiência energética. A Toyota caminha para se transformar na maior montadora mundial porque percebeu precocemente a tendência e lançou os carros híbridos. No Brasil os modelos Flex são sucesso já adotado em grande escala. São bons exemplos, mas não são o bastante. As metas para 2050 exigem uma mudança mais profunda, seja no desenvolvimento de novas tecnologias, como a utilização de combustíveis à base de hidrogênio e biomassa, seja na mudança de velhos hábitos da população, como o uso em massa do transporte coletivo.

É inegável que todo esse esforço exigirá mudanças imediatas na infra-estrutura urbana e no comportamento de todos nós. Os edifícios inteligentes demonstram ser possível reduzir o consumo de energia em 90% com a adoção das tecnologias à base de LED’s (diodos emissores de luz). O uso sustentável da energia inclui ainda reduzir, reusar e reciclar, tanto no plano doméstico como no setor produtivo. A arborização próxima a edifícios, por exemplo, reduz em 6º C a temperatura no verão, o que representa menos gasto com ar condicionado. A necessidade de sobrevivência precisa mudar a cara das cidades e os hábitos dos cidadãos. Para sobreviver vamos precisar fazer muito mais do que separar o lixo e fechar a torneira enquanto escovamos os dentes.

A boa notícia é que são cada vez mais comuns exemplos como o da Plantar, que com um projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), diminuirá a concentração de CO² na atmosfera em aproximadamente 12,8 milhões de toneladas dentro dos próximos 25 anos. Em 1998, quando quem falava sobre aquecimento global era taxado de alarmista e ecochato, a petroleira BP se auto-impôs uma redução de 10% nas suas emissões previstas para os 12 anos seguintes. Deu tão certo que as metas foram atingidas já em 2001. A gigante produtora de alumínio Alcoa também não esperou e adotou voluntariamente metas de redução de emissão de 25% entre 1990 e 2010. A empresa ampliou sua credibilidade e reputação no mercado a ponto de fazer gestões junto ao governo Bush para que este assuma uma posição mais coerente com os anseios da sociedade. O papel das empresas é apresentar soluções para incluir a preservação dos recursos naturais nas suas atividades e transparência na comunicação de ações e resultados. O da sociedade consumidora é exigir isso.

Esses e outros bons exemplos merecem crédito, mas não podemos nos satisfazer com ações ou iniciativas pontuais, por melhores que sejam. Precisamos de muito, muito mais. Mais agilidade, mais escala, mais comprometimento, maior pressão da sociedade em cima de governos e empresas. O governo brasileiro deu um passo importante ao anunciar a nomeação de um embaixador do clima, mas precisa ampliar ainda mais o espaço nos fóruns de tomada de decisão, garantindo assento ao setor empresarial na Comissão Interministerial de Mudanças do Clima. A reversão da curva do aquecimento global passa por uma grande articulação, integrada e transparente, entre governos, empresas e sociedade civil. Cada decisão deve levar em conta uma visão estratégica e produzir resultados que tragam benefícios aos negócios, à sociedade e aos recursos naturais.



(*) Fernando Almeida é professor adjunto da UFRJ e do MBE da Coppe e presidente executivo do CEBDS — Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável — órgão vinculado ao Conselho Mundial (World Business Council for Sustainable Development —WBCSD).
(Envolverde/Assessoria)

CONHEÇA E DIVULGUE OS DIREITOS DO ANIMAL

Jornal do Brasil, 21/10/1978
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

"Algum dia você já parou para pensar que os animais também têm direitos? E que cabe ao homem reconhecer esses direitos, num universo cada dia mais controlado pelo ser humano?
Pois então fique sabendo que 30 anos depois de votada pela ONU, em Paris, a Declaração Universal dos Direitos do Homeem, a UNESCO, também em Paris, acaba de aprovar a Declaração Universal dos Direitos do Animal, na mesma trilha ffilosófica que inspirou o primeiro documento. E não foi por iniciativa direta das aassociações de proteção aos animais, tantas vezes acusadas (injustamente) de passionalismo. Quem propôs a Declaração foi um cientista ilustre, o Dr. Georges Heuse, secretário-geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana, organização da qual participam luminares da ciência mundial.
Os direitos do homem foram definidos, em 1948, num corpo de 31 artigos. Os do animal cabem em 14. A declaração de 1978 é precedida de uma breve "Declaração dos Pequenos Amigos dos Animais". Compreende-se. É necessário introduzir no processo educativo a consciência da vida como um todo natural, pois só assim o homem feito saberá honrar seu compromisso ético para com o meio em que se desenrola o seu destino.
Mas os comentários ficam para depois. No momento, o importante é divulgar o mais possível os textos de Paris, e da minha parte começo a fazê-lo agora:"

DECLARAÇÃO DOS PEQUENOS AMIGOS DOS ANIMAIS
"1. Todos os animais têm, como eu, direito à vida e a felicidade.
2. Não abandonarei o animal que vive em minha companhia, assim como não desejaria que meus pais me abandonassem.
3. Não maltratarei os animais; eles sofrem como a gente.
4. Não matarei animais. Matar por divertimento ou por dinheiro é crime.
5. Os animais têm, como eu, direito a viver em liberdade. Os circos e os jardins zoológicos são prisões de animais.
6. Aprenderei a observar, a compreender os animais e a gostar deles. Os animais me ensinararão a respeitar a natureza e a vida."

PREÂMBULO
Considerando que todo animal possui direitos;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos levaram e continuam levando o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais;
Considerando que o reconhecimento, pela espécie humana, do direito à existência de outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo;
Considerando que genocídios são perpetrados pelo homem e ameçam ser perpetrados;
Considerando que o respeito aos animais pelo homem está ligado ao respeito dos homens entre si;
Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, compreender, respeitar e amar os animais, é proclamado o seguinte:"

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL
"Artigo 1º. Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Art. 2º. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais, ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.
Art. 3º. 1) Todo animal tem direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.
2) Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.
Art. 4º. 1) Todo animal pertencente a espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se.
2) Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.
Art. 5º. 1) Todo animal pertencente a uma espécie tradicionalmente ambientada na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e liberdade que forem próprias de sua espécie.
2) Toda modificação deste ritmo ou desta condições, que for imposta pelo homem com fins mercantis, é contária a este direito.
Art. 6º. 1) Todo animal escolhido pelo homem para companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente à sua longevidade natural.
2) Abandonar um animal é ação cruel e degradante.
Art. 7º. Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e da intensidade desse trabalho, a alimentação reparadora e repouso.
Art. 8º. 1) A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate experimentação médica, cientíifica, comercial, ou de qualquer outra modalidade.
2) As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Art. 9º. Se um animal for criado para a alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.
Art. 10º. 1) Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem.
2) As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal.
Art. 11º. Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.
Art. 12º. 1) Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie.
2) A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Art. 13º. 1) O animal morto deve ser tratado com respeito.
2) As cenas de violência contra os animais devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar ofensa aos direitos so animal.
Art. 14º. 1) Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental.
2) Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos."

Friday, February 23, 2007

Meio ambiente - Câmara firma acordo para compensar emissão de carbono

15/02/2007 - site ECOCÂMARA


Convênio com a Fundação SOS Mata Atlântica assinado ontem tornará a Câmara o primeiro Parlamento Carbono Neutro do mundo. O acordo prevê o plantio de árvores para reduzir o impacto ambiental das atividades parlamentares. Estudos sobre as emissões de gases causadores do efeito estufa determinarão quantas árvores a Câmara precisa plantar para neutralizar emissões provocadas por atividades como transporte dos parlamentares, uso de papel e de energia elétrica.

Wednesday, February 21, 2007

Pandas vão para 'jardim da infância' na China

De: BBC Brasil
10 de fevereiro, 2007 - 19h41 GMT (17h41 Brasília)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070210_pandas_jardimrg.shtml

Dezoito filhotes de panda foram “batizados” e depois colocados em um “jardim da infância” em uma cerimônia realizada na Província de Sichuan, na China, neste sábado.

Os pandas vão ficar um ano longe das mães

Os nomes de cinco dos filhotinhos de sete meses foram escolhidos pelo público, que enviou 30 mil sugestões.

Um dos pandas recebeu o nome de Fu Wa, o mesmo do mascote da Olimpíada de Pequim de 2008. Outro recebeu o nome Tao Tao (“brincalhão” em chinês) e outro Huan Huan (“felicidade”).

Funcionários da reserva onde vivem os pandas ajudaram os ursos em um número recorde de partos no ano passado.

Vida em grupo

Ao levá-los ao “jardim da infância” – onde os filhotes permanecem separados das mães, se divertindo em brinquedos -, os especialistas esperam que eles se adaptem melhor à umidade e à vida em grupo.

Os pandinhas vão ter que frequentar o “jardim da infância” até que cumpram um ano de idade.

Há cerca de 1,6 mil pandas vivendo em reservas naturais em três províncias chinesas e 217 vivendo em cativeiro.

O panda gigante, uma das espécies mais ameaçadas de extinção do mundo, é nativo da China.



FOTOS


Dezoito filhotes de panda foram 'batizados' em uma cerimônia na Província de Sichuan, na China.



Os nomes de cinco dos filhotinhos foram escolhidos pelo público, que enviou 30 mil sugestões.



O panda acima recebeu o nome de Fu Wa, o mesmo do mascote da Olimpíada de Pequim de 2008.



A reserva onde vivem os pandas teve um número recorde de partos no ano passado.









Depois de serem 'batizados', os ursinhos foram levados para um 'jardim da infância' dos pandas.



Acredita-se que, no 'jardim da infância', os pandas se adaptem melhor à vida em grupo.




Os pandinhas vão ter que frequentar o 'jardim da infância' até que completem um ano de idade.



Há cerca de 1,6 mil pandas vivendo em reservas naturais em três províncias chinesas.



+ links sobre pandas na BBC

China bate recorde em reprodução de pandas em cativeiro
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/11/051118_pandafn.shtml

Número de pandas 'é maior que o estimado
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/06/060619_pandaextincaofn.shtml

AQUECIMENTO GLOBAL: gráficos

De: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/2253_graficosclima/


Introdução



A temperatura da Terra sofreu um aumento de cerca de 0,6ºC no século passado.
A década de 90 foi a mais quente desde que os registros começaram a ser feitos, diz o Painel Internacional sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês).


Histórico



Cientistas dizem que as temperaturas globais médias têm variado menos de 1ºC desde o começo da civilização.
Apesar disso, elas flutuaram muito antes dessa época.
O IPCC prevê um aumento global de temperatura entre 1,4ºC e 5,8ºC até o ano 2100.


Nível do Mar



Acredita-se que o aumento das temperaturas provoque uma elevação do nível do mar na medida em que o derretimento das calotas polares leve a um aumento do volume de água dos oceanos.
O IPCC diz que o nível do mar aumentou entre 10 e 20 centímetros no mundo todo durante o século 20.
O painel prevê uma elevação entre 9 e 88 centímetros até 2100.


Camada polar



De acordo com o IPCC, a espessura da camada de gelo do Pólo Norte sofreu uma redução de 40% nas últimas décadas no verão e no outono.
A cobertura gelada da terra diminuiu em 10% desde a década de 60, e as geleiras sofreram uma retração.


Emissões



A maioria dos cientistas mais ortodoxos acredita que o aumento da emissão de gases que provocam o efeito estufa - particularmente dióxido de carbono - contribuem para o aquecimento do planeta.
Este gráfico mostra como níveis de dióxido de carbono aumentaram com a industrialização no mundo.


Futuro



Este mapa parte do princípio de que a atual tendência de emissões vai continuar, com crescimento econômico moderado e poucas medidas para reduzir os gases do efeito estufa.
Ele prevê maior aumento de temperatura nas regiões polares do norte da Terra, Índia, África e partes da América do Sul.
O mapa foi feito pelo Centro Hadley, da Grã-Bretanha.

Brasil fica em 8º em ranking sobre mudanças do clima

13 de novembro, 2006 - 20h23 GMT (18h23 Brasília)
Paulo Cabral
Enviado especial a Nairóbi
BBC BRASIL


O Brasil ficou em oitavo lugar num ranking de 56 países que mede o desempenho deles em relação aos desafios das mudanças climáticas.


Recusa brasileira em discutir metas para desmatamento irrita ONGs

O ranking, organizado pela entidade alemã Germanwatch e pelo grupo de ONGs Rede de Ação sobre o Clima – Europa (CAN-E, na sigla em inglês), foi divulgado nesta segunda-feira em Nairóbi, no Quênia, durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.

Brasil subiu uma posição em relação ao ranking do ano passado, o único que havia sido feito até então. No entanto, a comparação entre as posições no ranking pode ser enganosa, porque o número de países avaliados aumentou de 53 para 56 entre um ano e outro.

O desempenho do Brasil é irregular entre as áreas abordadas na composição do ranking. O país foi muito bem avaliado no critério de emissões de gases do efeito estufa: o Brasil produz relativamente pouco deles porque tem uma base energética limpa (principalmente hidrelétricas) e a tendência é de pouco aumento no futuro.

Por outro lado, o país ficou entre os cinco países com políticas públicas apontadas como mais negativas pela entidade em relação às mudanças climáticas.

Como as políticas públicas têm um peso de apenas 20% no cômputo geral do ranking, o Brasil conseguiu manter sua posição entre os dez países com melhor desempenho, embora ficando atrás, por exemplo, da Argentina (7º lugar) - que emite relativamente mais gases do que o Brasil, mas tem políticas públicas consideradas mais positivas.

“Na área de políticas públicas, tanto em questões domésticas como nas negociações internacionais, o Brasil poderia estar bem melhor se fosse uma força mais progressista em relação às negociações de mudanças climáticas. Podemos dizer que é basicamente culpa do governo brasileiro que o país não esteja bem nesta avaliação”, disse diretor da CAN-E, Matthias Duwe.

Brasil

A delegação brasileira em Nairóbi não quis comentar o ranking divulgado pelas ONGs.

O Brasil já havia sido criticado na semana passada por ser – na visão de muitas organizações internacionais – um dos países que não querem a revisão do Artigo 9 do Tratado de Kyoto, para estabelecer metas de cortes de emissão de gás carbônico para depois de 2012.

Na sexta-feira o Brasil ganhou, por conta desta controvérsia, o “prêmio Fóssil do Dia”, concedido diariamente ao país considerado como o de atuação mais negativa nas atividades da conferência.

Mas o chefe da delegação brasileira em Nairóbi, Luiz Alberto Figueiredo, diz que as ONGs que concederam o “prêmio” entenderam mal a posição do Brasil, que na verdade aceitaria discutir futuro mas sem admitir a reabertura de qualquer decisão já estabelecida no protocolo de Kyoto.

“Explicamos essa posição para as ONGs (que concedem o Fóssil do Dia) e esperamos que eles tenham entendido. A questão é que o Brasil defende a estratégia de negociações adotada no ano passado em Montreal e não queremos mudanças de última hora”, disse o diplomata.

Outra coisa que incomoda as ONGs é a recusa do Brasil em estabelecer qualquer tipo de meta a ser cumprida pelos país, seja em relação a emissões de gases do efeito estufa, seja em relação a temas como o desmatamento.

Florestas


O diretor-executivo da German Wacth, Christopher Balls, diz que a redução no desmatamento no Brasil não teve impactos positivos no ranking preparado pela entidade porque não foi algo decorrente de políticas públicas, mas apenas de desaquecimento na atividade econômica.

“Se o Brasil instituir uma política que efetivamente reduza o desmatamento isso sim teria impactos positivos na classificação do país”, diz ele.

No topo do ranking deste ano ficou a Suécia, seguida da Grã-Bretanha e da Dinamarca. Os países com pior desempenho foram a Arábia Saudita, a Malásia, a China e os Estados Unidos.

“Mas é importante explicar que este é um ranking comparativo, mostrando que países estão melhor e quais estão pior mas ninguém está tão bem. Se fosse uma competição, nenhum desses países ganharia a medalha de ouro”, disse Matthias Duwe.


Os dez melhores
1. Suécia
2. Grã-Bretanha
3. Dinamarca
4. Malta
5. Alemanha
6. Argentina
7. Hungria
8. Brasil
9. Índia
10. Suíça

Fonte: Germanwatch e Rede de Ação sobre o Clima – Europa (CAN-E)


Os dez últimos
46. África do Sul
47. Austrália
48. Coréia do Sul
49. Irã
50. Tailândia
51. Canadá
52. Uzbequistão
53. Estados Unidos
54. China
55. Malásia
56. Arábia Saudita

Germanwatch e Rede de Ação sobre o Clima – Europa (CAN-E)

Parte da Amazônia pode virar cerrado, alerta cientista

02 de fevereiro, 2007 - 13h32 GMT (11h32 Brasília)
Daniela Fernandes
De Paris
BBC BRASIL
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070202_climabrasilrc.shtml


O aquecimento global pode ter um impacto drástico na Amazônia, região que pode sofrer um aumento de temperatura superior à média global e redução de chuvas, o que levaria à transformação de parte da maior floresta tropical do mundo em cerrado.



A previsão foi feita pelo físico brasileiro Paulo Artaxo, um dos autores do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira em Paris.

Em entrevista à BBC Brasil, o físico afirmou que a temperatura na Amazônia deve aumentar 5°C até 2100, uma elevação superior à previsão de 1,8°C a 4°C para o resto do mundo. O cálculo foi feito por técnicos brasileiros do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) com base nas conclusões dos cientistas do IPCC.

"Este aumento de 5°C na temperatura da Amazônia entre 2090 e 2099 teria conseqüências drásticas para a sobrevivência do ecossistema amazônico, que poderia sofrer uma redução de sua área", disse o especialista do Instituto de Física da Univesidade de São Paulo (USP).

A redução da área da Amazônia ocorreria em razão não só do aumento da temperatura como também da redução de chuvas. "Se a estação seca aumentar, se torna mais difícil sustentar o ecossistema amazônico como floresta tropical. Isso levaria à savanização da região, transformando o sul da Amazônia em cerrado", explicou.

Agricultura ameaçada

Além da elevação na temperatura, a região Centro do Brasil, como também o Norte e o Nordeste, poderiam registrar uma redução do nível de chuvas de até 20% nos meses de junho a a agosto, a chamada estação seca, por conta do aquecimento global.

"Isso teria forte impacto na agricultura da região. Grandes investimentos em soja e biocombustíveis estão sendo feitos no Centro do Brasil e pode ser que em 30 ou 40 anos esteja se iniciando nessa área um processo de desertificação", disse ele.

"A diminuição no nível das chuvas seria crítica para o ecossistema dessas áreas", afirma o físico, responsável pela elaboração do capítulo 11 (que trata das mudanças climáticas regionais) do primeiro volume do relatório do IPCC.

Ele lembra que também no sul da Europa, de Portugal, da França e da Espanha, já vem ocorrendo esse problema de falta de chuvas e desertificação.

"As projeções falam sobre o que ocorrerá até 2100, mas os fenômenos ligados às mudanças climáticas já estão ocorrendo e vão se intensificar em apenas 10 ou 20 anos”, afirmou.

Apesar disso, Artaxo prefere não ser alarmista. "Não é o fim do mundo, mas temos de agir para diminuir o problema".

McCartney pede boicote à China por maus-tratos de animais

28 de novembro, 2005 - 09h39 GMT (07h39 Brasília) - BBC BRASIL
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/11/051128_animais.shtml

O ex-Beatle Paul McCartney pediu um boicote à compra de produtos chineses depois de ter visto um vídeo que mostra gatos e cachorros sendo submetidos a maus-tratos terríveis para extrair a pele dos animais.

Mccartney quer que China adote leis para coibir a prática

cCartney prometeu nunca se apresentar na China depois de ter visto as imagens, gravadas secretamente em um mercado de peles na cidade de Cantão, no sul da China.

O ex-Beatle também pediu um boicote à Olimpíada de 2008, que será realizada em Pequim.

Um representante do governo chinês disse que um boicote não seria justificado e culpou consumidores dos Estados Unidos e Europa por comprar as peles.

Patas fraturadas

O filme mostra os cães e gatos presos em pequenas jaulas de metal sendo atirados do alto de um ônibus de dois andares numa calçada.

Os animais, muitos com as patas fraturadas pelo tombo, são então suspensos por pinças de metal e atirados sobre uma cerca de mais de dois metros de altura.

Alguns deles são espancados por funcionários sorridentes.

Todos são mortos e têm suas peles retiradas, e acredita-se que muitos ainda estejam vivos quando passam por este processo.

Paul McCartney e sua mulher, Heather, ficaram chocados e quase chegaram às lágrimas ao assistir as filmagens gravadas para uma reportagem especial da BBC que será transmitida nesta segunda-feira.

"Isso é uma barbárie. Horrível", disse o ex-Beatle. "Parece algo dos tempos medievais. E eles parecem se divertir com isso. Eles são pessoas doentes, muito doentes."

"Nem sonharia em ir lá para tocar, do mesmo jeito que não iria a um país que apoiasse o apartheid. Isso é nojento. É contra todas as regras da humanidade. Eu não poderia ir lá."

Cães são vistos em condições terríveis

Em outra parte da filmagem, gravada no meio do ano por um investigador ligado à ONG Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (Peta, na sigla em inglês), os gatos são ouvidos gritando dentro de um saco que é então jogado em uma enorme panela de água quente.

Olimpíada

Eles são fervidos até a morte e suas peles são retiradas por uma máquina parecida com uma secadora de lavanderia.

Defensores dos direitos dos animais estimam que mais de dois milhões de gatos e cachorros sejam mortos na China a cada ano para a extração da pele deles.

Produtores chineses também criam animais como a marta e são responsáveis por mais da metade dos produtos de pele do mundo.

McCartney disse ainda: "Como a nação que vai sediar as Olimpíadas pode ser vista permitindo que animais sejam maltratados deste jeito?".

Heather, ativista em defesa dos direitos dos animais, acrescentou: "Eu vi muitas filmagens em que essas pobres criaturas estão claramente vivas quando têm sua pele retirada. E para quê? Por moda? É nojento".

"Injustificado"

Um porta-voz para o embaixador chinês na Grã-Bretanha disse que "apesar de não estarem em risco de extinção, nós não encorajamos o tratamento cruel de cães e gatos".

"Mas, de qualquer modo, a pele, em sua maioria, alimenta os mercados dos Estados Unidos e Europa. Esta pele não é consumida na China. Então, americanos e europeus deveriam assumir a culpa."

"Que eu saiba, não há planos de reprimir isso internamente, na China. São os Estados Unidos e os países europeus que devem tomar medidas. Eles devem boicotar a pele para uso em roupas", continuou.

E concluiu: "Eu não concordo o ponto de vista de McCartney e de sua mulher. Boicotar os produtos chineses e a Olimpíada não é justificável".

Cientistas tentam salvar diabos-da-tasmânia de extinção

Um grupo de cientistas está reunido na Tasmânia para tentar encontrar formas de combater uma doença que está ameaçando o animal que se tornou um verdadeiro símbolo da ilha australiana: o diabo-da-tasmânia.

A população de diabos-da-tasmânia caiu dramaticamente

Na última década, milhares de animais da espécie foram mortos pela doença conhecida como tumor facial do diabo.

Embora de porte relativamente pequeno, os diabos-da-tasmânia são conhecidos por sua aparência feroz, comportamento violento e gritos perturbadores.

Os animais doentes desenvolvem tumores na face que crescem tanto que podem impedir a alimentação.

Os cientistas temem que os diabos entrem em extinção se não forem tomadas providências. Outro animal famoso da ilha, o tigre-da-tasmânia, foi extinto na década de 1930.

Declínio dramático

Hamish McCallum, pesquisador da Faculdade de Zoologia da Universidade da Tasmânia, afirma que a doença tem um efeito devastador sobre os animais.

"Em todas as populações que foram infectadas, houve um declínio dramático, freqüentemente de até 90%", disse McCalllum à BBC. "E elas continuam a cair."

"Existe um risco significativo de que, a menos que façamos algo, a população se extingua dentro dos próximos dez a 15 anos, ou talvez até menos do que isso", acrescentou.

O especialista avalia, no entanto, que o povo da Tasmânia está "determinado" a não deixar o maior marsupial carnívoro do mundo desaparecer para sempre.

A doença apareceu em 57 locais diferentes na Tasmânia desde dezembro de 1996.

Recentemente, autoridades ligadas ao meio ambiente na ilha enviaram quatro colônias de animais saudáveis para zoológicos no continente.

Não se conhece a causa da doença, mas os cientistas acreditam que ela esteja se alastrando por meio de mordidas que os animais dão uns nos outros durante rituais de acasalamento.

Visão grotesca

Os diabos-da-tasmânia têm mandíbulas poderosas que podem dilacerar os ossos de animais muito maiores. Eles são conhecidos por morder uns aos outros também em lutas.

A aparência de um animal com a doença em estado avançado é grotesca, com grandes tumores na face e no pescoço, às vezes empurrando os dentes para fora e invadindo a cavidade ocular.

Os tumores dificultam a alimentação e os animais morrem cerca de seis meses após apresentarem a lesão. A forma de transmissão da doença é incomum.

Os cientistas acreditam que quando um animal doente ataca o outro, deixa células cancerosas no local da mordida.

Existe uma forma de câncer de cachorros que, segundo os cientistas, também é transmitida dessa maneira. O sistema imunológico dos cachorros, no entanto, é capaz de lidar com as células malignas.

Os autores de um relatório publicado no ano passado dizem que cruzamentos muito próximos dentro das famílias e a baixa diversidade genética na população reduz sua resposta imunológica às células cancerosas, aumentando a probabilidade de que elas se desenvolvam.

De acordo com os cientistas, não há evidências de que a doença esteja se espalhando para outros animais.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070220_demonio_tasmania_mv.shtml

O Cão e o Mendigo

Por: Como construir um Ser Vivo, Projeto Escola e Cidadania - Editora do Brasil, 2000

"Apesar de, incontestavelmente, sermos animais, muitos humanos rejeitam essa classificação e aceitam, no máximo, o fato de sermos "como os animais". Isto está errado. Nós somos animais de fato. Diferenciados pela maior inteligência, pela habilidade manual, pela capacidade de podermos exprimir pensamentos e sentimentos por meio da fala, percebemo-nos superiores às outras espécies que coabitam este planeta e nos valemos desse fato para subjugá-las segundo nossa vontade, não respeitando seu direito à vida.
Será que o cão que acompanha o mendigo nas suas andanças pelas ruas, sob sol, frio, chuva e maus-tratos está somente interessado em alimento? Será que o pássaro que não comeu mais e se deixou morrer depois que seu dono faleceu foi vítima de uma terrível coincidência? E a fêmea do urso-polar que passa dois dias ao lado do corpo inerte de seu filhote, com expressão clara de tristeza e desolação, está só obedecendo ao seu instinto de preservação? Que 'instinto de preservação' é esse que impede que o animal vá em busca de abrigo e alimento? Quem nunca parou para observar passarinhos num final de tarde, fazendo as mesmas acrobacias no ar repetidas vezes, semelhantes ao atleta ou à bailarina que repete incansavelmente o mesmo movimento na tentativa de alcançar a perfeição? Qualquer um, com um mínimo de sensibilidade, é capaz de perceber que eles estão apenas brincando, voando pelo simples prazer de voar.
Talvez seja mais fácil acreditar que tudo o que está aí sirva unicamente para nosso desfrute, assim não há crise nem culpa pelos nossos atos. Mas pense um pouco mais a respeito disso tudo quando seu cão recebê-lo com a cauda abanando, quando um gato aninhar-se em seu colo e começar a ronronar, quando o passarinho, mesmo que preso numa gaiola, cantar quando o perceber por perto. Reflita então: é só instinto?"
"Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, apenas o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos que não podem se defender." autor desconhecido

Tuesday, February 20, 2007

Apocalipse já?

"Já começou a catástrofe causada pelo aquecimento global, que se esperava para daqui a trinta ou quarenta anos. A ciência não sabe como reverter seus efeitos. A saída para a geração que quase destruiu a espaçonave Terra é adaptar-se a furacões, secas, inundações e incêndios florestais."
Jaime Klintowitz



história do relacionamento entre o homem e a natureza é marcada pelo livro Silent Spring (Primavera silenciosa), de 1962. Nessa obra seminal, a bióloga americana Rachel Carson alertou pela primeira vez para os perigos do uso indiscriminado de pesticidas, até então encarados pela maioria das pessoas como uma bênção da ciencia para solucionar o problema da fome. A descrição dramática feita por ela das primaveras "sem cantos de pássaros" sacudiu a consciência das pessoas em escala mundial e serviu de ponto de aprtida para o moderno movimento ambientalista. A nova consciência ecológica abriu caminho para leis de controle dos pesticidas e para acordos internacionais sobre o meio ambiente, como o que baniu a produção de químicos responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Quase cinqüenta anos depois, o entendimento sobre o fato de que "somos parte do equilíbrio natural" - como definiu a bióloga - pode nos ser útil diante de uma catástrofe global iminente provocada pelo aquecimento global. Como uma praga apocalíptica, as mudanças climáticas já semeiam furacões, incêndios florestais, enchentes e secas com tal intensidade que ninguém mais pode se considerar a salvo de ser diretamente atingido por suas conseqüências.





Solo que arde
Nas últimas três décadas, o total de terras atingidas por secas severas dobrou em decorrência do aquecimento global. Na China, segundo o mais recente estudo da ONU, todos os anos 10000 quilômetros quadrados em média - o equivalente a metade do estado de Sergipe - se transformam em deserto. Na Etiópia, secas anuais condenam 6 milhões de pessoas à fome. Na Turquia, 160000 quilômetros quadrados de terras cultiváveis sofrem com a desertificação gradativa e a conseqüente erosão do solo.




O primeiro estudo rigoroso sobre o aquecimento global foi realizado por cientistas da Academia Nacional de CiÊncias dos Estados Unidos, em 1979. De lá para cá, ambientalistas e governos debateram, quase sempre aos berros, questões que lhes pareciam básicas. Primeiro, o grau de responsabilidade da ação humana. Segundo, se os efeitos das mudanças no clima da Terra são iminentes. A terceira questão é o que pode ser feito para impedir que o problema se agrave. O debate, nos termos descritos acima, está morto e enterrado. As pesquisas convergiam, além do benefício da dúvida, para a constatação de que nenhuma influência da natureza poderia explicar aumento tão repentino da temperatura planetária. Até os mais céticos comungam agora da idéia apavorante de que a crise ambiental é real e seus efeitos, imediatos. O que divide os especialistas não é mais se o aquecimento global se abaterá sobre a natureza daqui a vinte ou trinta anos, mas como se pode escapar da armadilha que criamos para nós mesmos nesta esfera azul, pálida e frágil, que ocupa a terceira órbita em torno do Sol - a única, em todo o sistema, que fornece luz e calor nas proporções corretas para a manutenção da vida baseada no carbono, ou seja, nós, os bichos e as plantas.



A baixa do rio
No Oceano Atlântico, a temperatura da água está meio grau mais alta do que há vinte anos. Esse calor a mais altera o padrão de circulação dos ventos, provocando deslocamento de massas de ar seco para a região amazônica. A mudança impede a formação de nuvens, causando a escassez de chuvas. Em 2005, o fenômeno provocou a maior seca dos últimos quarenta anos na Amazônia. O Rio Amazonas baixou 2 metros. Mais de 35 municípios do Amazonas e do Acre ficaram isolados, sem comida, água, luz ou transporte. A grande seca pode se repetir a qualquer momento.


A VIDA EM UMA TERRA MAIS QUENTE

O que fazer para sair dessa crise é bem mais controverso, apesar de ninguém ignorar que, para evitar que a situação piore, é preciso parar de bombear na atmosfera dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Esses gases resultantes da atividade humana formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, retorne ao espaço. É o chamado efeitoe stufa, e a ele se atribui a responsabilidade pelo aumento da temperatura global. Há um acordo internacional que estabelece metas de redução, o Tratado de Kyoto, assinado por 163 países e rejeitado pelos Estados Unidos, precisamente país que emite 25% de todo o gás carbônico. É mais uma razão para não esperar grande coisa de documento. "Kyoto tem um grande significado simbólico, mas suas metas são muito modestas", pondera o americano Jonathan Overpeck, da Universidade do Arizona. No protocolo, que entrou em vigor no ano passado, os países se comprometeram a reduzir em 5% as emissões de CO2 em relação aos níveis de 1990. "Mesmo que todos os países interrompessem imediatamente a liberação de gases do efeito estufa", disse a revista VEJA o americano John Reilly, diretor do programa de mudanças climáticas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), "a atmosfera já está de tal forma impregnada que a temperatura média do globo ainda subirá por mais 1000 anos e o nível do mar continuaria a se elevar por mais 2000."

Na realidade, as emissões de gases estão subindo e as previsões são de mais calor. Como o aquecimento global já é inevitável, cientistas e ambientalistas têm colocado uma nova questão na linha de frente da batalha nas mudanças climáticas: como se preparar e se adaptar à vida em um planeta bem mais quente. O tema central desta reportagem não é a previsão de mau tempo no futuro, ainda que este seja em de seus destaques. O que se lerá diz a respeito, sobretudo, ao impacto do aquecimento global que já se faz sentir no mundo atual e como teremos de aprender a viver com isso. A primeira coisa que precisa ser aprendida é como conviver com a fúria da natureza injuriada. De acordo com um levantamento da Organização das Nações Unidas, em 2005 ocorreram 360 desastres naturais, dos quais 259 diretamente relacionados ao aquecimento global. O aumento foi de 20% em relação ao ano anterior. No início do século XIX, de acordo com alguns historiadores, dificilmente havia mais de meia dúzia de eventos de grandes dimensões em um ano. No total, foram 168 inundações, 69 tornados e furacões e 22 secas que transformaram a vida de 154 milhões de pessoas.


1940__________________1980__________________ Hoje

POPULAÇÃO _________ POPULAÇÃO ___________ POPULAÇÃO
MUNDIAL ____________ MUNDIAL _____________ MUNDIAL
2,32 Bilhões ______ 4,5 Bilhões ________ 6,5 Bilhões

EMISSÃO DE CO2 _____ EMISSÃO DE CO2 ____ EMISSÃO DE CO2
1,3 Bilhão de ______5,3 Bilhões de________7,3 Bilhões
toneladas __________ toneladas _________ de toneladas

TEMPERATURA ________ TEMPERATURA ________ TEMPERATURA
MÉDIA __________________MÉDIA _____________ MÉDIA
14,1 Graus _________ 14, 18 Graus ______ 14, 63 Graus

FROTAS DE CARROS ___ FROTA DE CARROS ___ FROTA DE CARROS
27 Milhões ___________ 300 Milhões _____ 725 Milhões






O sumiço do gelo
O norte dos Andes é a região de maior concentração de glaciares nos trópicos. Só no Peru existem 3044 deles. Até a década de 80, essas gelerias incrustadas no interior das cordilhieras, remanescentes da era glacial, permaneciam praticamente inalteradas. Um estudo recente da ONU concluiu que houve uma drástica redução das áreas dos glaciares peruanos nos últimos 15 anos por causa das mudanças climáticas. (...)




AS SEIS PRAGAS DO AQUECIMENTO

Seis mudanças de grandes proporções causadas pelo aquecimento global estão relacionadas a seguir. Todas estão ocorrendo agora, afetam não apenas o clima mas perturbam a vida das pessoas e têm como única previsão futura o agravamento da situação. É assustador observar que eventos assim, de dimensões ciclônicas, sejam o resultado do aumento de apenas 1 grau na temperatura média da Terra, uma fração do calor previsto para as próximas décadas.

- O Ártico está derretendo - A cobertura de gelo da região no verão diminui ao ritmo constante de 8% ao ano há três décadas. No ano passado, a camada d gelo foi 20% menos em relação à de 1979, uma redução de 1,3 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e do Reino Unido.

- Os furacões estão mais fortes - Devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões das categorias 4 e 5 - os mais intensos da escala - dobrou nos últimos 35 anos. O furacão Katrina, que destruiu Nova Orleans, é uma amostra dessa nova realidade.

- O Brasil na rota dos ciclones - Até então a salvo desse tipo de tormenta, o litoral Sul foi varrido por um forte ciclone em 2004. De lá para cá, a chegada à costa de outras tempestades similares, ainda que de menor intensidade, mostra que o problema veio para ficar.

- O nível do mar subiu - A elevação desde o início do século passado está entre 8 e 20 centímetros. Em certas áreas litorâneas, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré alta. Um estudo da ONU estima que o nível das águas subirá 1 metro até o fim deste século. Cidades à beira-mar, como o Recife, precisarão ser protegidas por diques.

- Os desertos avançam - O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Um quarto da superfície do planeta é agora de desertos. Só na China, as áreas desérticas avançam 10000 quilômetros quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.

- Já se contam os mortos - A Organização das Nações Unidas estima que 150000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Em 2030, o número dobrará.



Desastre no Alasca
No Alasca, onde as temperaturas médias do Inverno aumentaram 4 graus nos últimos cinqüenta anos, a paisagem se modificou por completo. A camada de gelo que cobre o mar desapareceu em algumas regiões. No passado, 10 milhões de quilômetros quadradosdo Oceano Ártico permaneciam congelados durante o verão. Hoje, segundo estudos do Arctic Climate Impact Assessment, a área congelada é pelo menos 30% menor.

Monday, February 19, 2007

Pantanal 'pode desaparecer até 2050', diz ONG alemã

Por
01 de fevereiro, 2007
O Pantanal brasileiro está ameaçado de desaparecer por completo até 2050, diz a organização alemã Global Nature Fund, que critica o crescimento da monocultura e a construção de usinas na região.

ONG declarou Pantanal 'região úmida em perigo de 2007'

Segundo a ONG alemã o crescimento da área plantada com soja e cana-de-açúcar é uma ameaça eminente à existência do Pantanal, que, de acordo com suas previsões, poderá desaparecer em menos de cinco décadas.

O Global Nature Fund (GNF) criticou duramente o governo de Mato Grosso do Sul, que permitiu a construção de usinas para a produção de etanol na região.

Segundo Marion Hammerl, presidente do GNF, a produção intensiva de soja e etanol "deve ser proibida" na região, já que contribuem para a destruição do ecossistema através do uso de pesticidas e da poluição dos rios.

A instituição declarou o Pantanal como a "região úmida em perigo de 2007", um título que é dado todo ano a uma área ameaçada.

Entre as regiões que já receberam esse título no passado estão o lago Vitória, na África, e o lago Chapala, no México.

Patrimônio natural

Por causa de sua flora e fauna exuberantes o Pantanal foi considerado Reserva da Biosfera Mundial e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco no ano de 2000.

Em dezembro de 2005 a ministra do Meio Ambiente Marina Silva assinou um ato para a constituição do Conselho Gestor da Reserva da Biosfera do Pantanal, que elabora e monitora o plano de ação da reserva.

No entanto, ambientalistas dizem que até agora pouco foi feito para preservar a área.

Eles criticam também o cancelamento de um contrato do governo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que previa investimentos na preservação do Pantanal.

Aumento de temperatura 'é real e grave'

06 de julho, 2006
Um painel de especialistas ouvidos pela BBC concluiu que as mudanças climáticas pelas quais passam o planeta são "reais e graves".


Sudaneses fazem fila para coletar água

A média de temperatura do planeta deve subir entre 3ºC e 5ºC até o final deste século. Segundo os especialistas, o impacto no meio ambiente deve ser "grave", porém não "catastrófico".

O painel de especialistas também concluiu que políticos provavelmente não conseguirão implementar as reduções de emissões em uma taxa suficiente para impedir as conseqüências mais graves do aquecimento global.

As discussões do painel foram baseadas nos temas explorados pelo livro A vingança de Gaia, do professor James Lovelock.

O livro argumenta que a sociedade, com suas emissões de gás carbônico e outras formas de degradação ambiental, está conduzindo a natureza para uma crise.

De acordo com Lovelock, as temperaturas vão aumentar, as fontes de água pura serão contaminadas, a vida marinha estará ameaçada, a produção alimentícia cairá, e haverá uma massa de imigrações para as áreas do planeta ainda habitáveis.

O atual domínio dos combustíveis fósseis deve dar lugar a uma presença maior de fontes nucleares, se os níveis de consumo de energia elétrica continuarem crescendo e se as emissões de dióxido de carbono forem reduzidas.

Previsões pessimistas

O livro A vingança de Gaia causou polêmica no meio científico, por pintar um quadro muito pessimista da degradação ambiental. Na segunda e na terça-feira, a BBC reuniu diversos especialistas para discutirem algumas das previsões do livro de Lovelock.

Foi consenso entre os especialistas que Lovelock exagerou na gravidade de algumas previsões. Mas nenhum dado do livro foi considerado cientificamente impossível. O aumento da temperatura global de até 5ºC durante neste século, por exemplo, já foi projetado por um órgão intergovernamental de mudanças climáticas.

"O fato de o professor ter usado as previsões mais pessimistas no seu livro não invalida o seu trabalho, mesmo que essas previsões tenham apenas 5% ou até mesmo 1% de chance de serem reais", afirma o diretor da British Antarctic Survey, Chris Rapley.

"Você andaria em um avião, se o piloto dissesse que há uma probabilidade de 5% ou de 1% de esse avião não chegar ao seu destino? Claro que não. É preciso levar a sério até mesmo as possibilidades mais remotas", disse.

Os especialistas reconheceram que alguns campos da ciência que estudam as mudanças climáticas, como o impacto das emissões de gases no oceano e nas florestas, ainda continuam muito imprecisos.

Hans von Storch, do Instituto de Pesquisas Litorâneas de Geesthacht, na Alemanha, disse que é preciso evitar o anúncio público de informações baseadas em ciência inconclusa.

Há alguns anos, alguns modelos de computador previam aumento no número de tempestades. Esse aumento foi descartado em simulações posteriores mais sofisticadas.

Questão nuclear

As previsões de A vingança de Gaia sobre a questão nuclear foram desafiadas pelos especialistas. Eles chegaram ao consenso de que as alternativas nucleares de energia de fato merecem uma "discussão pública e política", mas não são "o único remédio disponível hoje”.

Os especialistas também discutiram o tipo de impacto que os diagnósticos do professor Lovelock terão na sociedade.

"Espero que a reação não seja a que eu prevejo, de que o cenário é muito sombrio, e que devemos jogar tudo para o alto, e aproveitar ao máximo o que nos resta, ou cometer suicídio", afirmou o diretor da Universidade de Reading, Brian Hoskins.

"Eu tenho confiança na tecnologia. Tenho muito menos confiança que teremos a vontade política e social para tomar as decisões duras que teremos pela frente", afirma o ex-diretor da Shell, Rox Oxburgh.

"O futuro não é inevitável, mas temos de trabalhar duro para evitar os cenários previstos."

Chá verde ou preto pode melhorar a memória

Fonte: Royal Psychotherapy Research, 26/10/2004



Beber chá verde ou preto regularmente poderia melhorar a memória segundo um estudo britânico publicado no jornal Psychotherapy Research. Os cientistas descobriram que a ingestão de chá verde ou preto inibe a atividade de certas enzimas no cérebro associadas à memória.
No estudo, os pesquisadores investigaram as propriedades do café e chás verde e preto. Os achados podem contribuir para desenvolvimento de novo tratamento para o Mal de Alzheimer uma vez que foi descoberto que tanto o chá verde como o preto têm como benefícios a inibição da atividade de enzimas associadas ao desenvolvimento dessa doença.
O líder da pesquisa, Dr. Ed Okello, declarou que, embora não exista cura para o Mal de Alzheimer, chá verde e preto poderiam ser mais uma arma no arsenal usado para tratar e retardar o desenvolvimento dessa doença. Porém, Dr. Ed Okello acrescentou que não há nenhuma evidência publicada que a taxa de Mal de Alzheimer seja menor em países onde há grande consumo de chá, como a Inglaterra. Os pesquisadores estão à procura de fundos para prosseguir na pesquisa e descobrir quais componentes do chá verde e preto inibem a atividade das enzimas.

Sunday, February 18, 2007

Campanha "IAMS: WE WON'T BUY WHILE DOGS AND CATS DIE"


"IAMS: WE WON'T BUY WHILE DOGS AND CATS DIE"

Campanha feita através do site http://www.iamscruelty.com do PETA, para impedir a prática de crueldades em animais feita pela Iams, na qual oferece alimento a animais da marca Eukanuba e utiliza-se de práticas odiosas em testes em cães e gatos.



Participe você também desta revolta contra a Iams, imprima "IAMS: WE WON'T BUY WHILE DOGS AND CATS DIE" com seu pet, e envie para o site, como mostra em algumas fotos abaixo: