Friday, August 03, 2007

'Doenças ambientais' matam 233 mil por ano no Brasil

Fonte: BBC Brasil, 13 de junho, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070613_oms_doencas_pu.shtml

Cerca de 233 mil pessoas morrem todo ano no Brasil por exposição a fatores de risco ambiental, como poluição, água não tratada e grandes estruturas urbanas, revelou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Falta de saneamento mata 15 mil por ano no Brasil, diz OMS

Significa dizer que 19% de todas as mortes no país poderiam ser evitadas se fossem adotadas políticas públicas eficientes, de acordo com os dados do primeiro levantamento deste tipo feito pela entidade sediada em Genebra.

Falta de higiene, saneamento básico e poluição do ar matam 32 mil brasileiros por ano, indicaram os dados.

A pesquisa levou em consideração as condições enfrentadas pelos brasileiros em seu dia-a-dia.

Em um país em que 84% da população vive nas cidades, a poluição do ar mata 12,9 mil pessoas por ano.

Com 22% das pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, a falta de água tratada e de redes de esgoto tiram a vida de 15 mil brasileiros por ano.

A OMS disse ainda que 4,1 mil mortes por ano poderiam ser evitadas se 13% dos lares brasileiros que hoje utilizam carvão ou madeira para cozinha substituíssem esses combustíveis por alternativas consideradas limpas, como gás encanado.

"Estas estimativas por país são um primeiro passo na direção de ajudar governantes em relação às prioridades para ação preventiva nas áreas de saúde e meio ambiente", disse a diretora-geral assistente de Desenvolvimento Sustentável da OMS, Susanne Weber-Mosdorf.


Um quarto das doenças poderia ser evitada com medidas eficientes

"É importante quantificar o peso das doenças causadas por ambientes pouco saudáveis. Esta informação é chave para ajudar os países a escolher as intervenções apropriadas."
Susanne Weber-Mosdorf, diretora da OMS


"É importante quantificar o peso das doenças causadas por ambientes pouco saudáveis. Esta informação é chave para ajudar os países a escolher as intervenções apropriadas", ela disse.

Situação mundial


No mundo, cerca de 13 milhões de mortes poderiam ser evitadas por medidas que tornem o meio-ambiente mais saudável, disse a OMS.

A pesquisa analisou condições como poluição e saneamento, ambiente de trabalho, exposição ao barulho, métodos agrícolas e construções urbanas, mudanças ambientais causadas pela ação humana, entre outros fatores.

Fatores ambientais associados a processos naturais que não podem ser facilmente modificados, como o curso de rios ou o regime de chuvas, foram descartados na pesquisa.

Diarréia, malária e infecções respiratórias estão entre as causas mais comuns das chamadas "mortes ambientais" no mundo. Mas, para os padrões mundiais, a situação brasileira não preocupa a OMS.

Uma das cientistas responsáveis pelo estudo, Annette Prouss-Üstün, explicou que no panorama global o Brasil é marcado pelos casos de asma e por doenças neuropsiquiátricas, como depressão, insônia e estresse em relação ao trabalho.

"Mas estresse no trabalho não quer dizer que a pessoa tem muitas tarefas. Pode significar que está desempregada, ou que não tem controle sobre suas próprias tarefas, ou que trabalha em um ambiente precário", ela exemplificou.

"Já a insônia pode estar ligada à poluição sonora, e a outras doenças neuropsiquiátricas, à exposição a pesticidas."

De acordo com a OMS, 24% das doenças no mundo estão relacionadas ao ambiente onde as pessoas vivem.

Aves ajudam a curar trauma de soldados

Fonte: BBC Brasil, 02 de agosto, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070802_papagaio_texto.shtml

Veteranos americanos das guerras do Iraque e do Afeganistão estão sendo tratados de traumas em Los Angeles com uma terapia que inclui aves que sofreram maus tratos.


Matthew Simmons está reaprendendo a desenvolver relacionamentos

O soldado Matthew Simmons, que desenvolveu síndrome do estresse pós-traumático, está aprendendo a cultivar relacionamentos e seus novos amigos são papagaios.

Segundo ele, as aves percebem quando ele está revoltado ou com medo, e voam para longe.

Clique aqui para assistir à reportagem

A psicóloga Lorin Lindner disse que resgata papagaios há muitos anos. Ela tratava de veteranos viciados em drogas e viu como eles se derretiam diante dos papagaios.

Apesar de serem espécies muito diferentes, as aves ficam tão traumatizadas quanto soldados em combate.

Os soldados traumatizados reaprendem a criar um clima de confiança, acabando com a sensação de isolamento e revolta, e deixando de lado drogas e álcool, dizem os psicólogos.

Wednesday, August 01, 2007

Café e exercícios 'podem proteger a pele do sol'

Fonte: BBC Brasil


Uma xícara de café pode ajudar a proteger a pele do sol, de acordo com cientistas americanos.


Um meio fácil de ajudar a evitar o câncer?

Uma combinação de exercícios físicos e água com cafeína reduziu os danos causados por radiação ultravioleta, emitida pelo sol, em ratos de laboratório.

Segundo o estudo publicado em The Proceedings of the National Academy of Sciences, a defesa natural dos ratos contra células pré-cancerosas foi estimulada em até 400%.

A relação entre cafeína e células cancerosas está sendo examinada de perto depois de evidências de que a substância pode estimular um processo chamado "apoptose", em que o organismo se livra de células danificadas ou cancerosas matando-as.

Esta mais recente pesquisa apóia essa teoria, mas ela concluiu que a adoção de uma rotina de exercícios físicos pode trazer benefícios ainda maiores do que o esperado.

Os ratos utilizados para a experiência não tinham pelos, e foram expostos a lâmpadas que produziam radiação UVB, do tipo emitido pelo sol.

Alguns dos ratos receberam água com cafeína para beber proporcionalmente equivalente a uma ou duas xícaras de café por dia, um outro grupo foi colocado em rodas para exercícios e um terceiro conjunto foi submetido a ambos os procedimentos.

Depois eles foram submetidos a testes para verificar a presença de substâncias no organismo ligadas aos níveis de apoptose. Os resultados foram comparados com ratos que foram colocados sob lâmpadas de bronzeamento, mas sem receber cafeína ou fazer exercício.

Os ratos que ingeriram cafeína mas não fizeram exercícios registraram um aumento de 95% em apoptose, enquanto os que realizaram apenas exercícios tiveram um aumento de 120%.

Mas os ratos que se exercitaram e beberam cafeína registraram um aumento de 400%.

Allan Conney, da Universidade Rutgers, que chefiou o estudo, disse que a razão ainda é um mistério.

"A diferença mais dramática e óbvia entre os grupos veio dos ratos corredores que ingeriram cafeína, uma diferença que pode, provavelmente, ser atribuída a algum tipo de sinergia."

Sol protege contra esclerose múltipla, diz estudo

Fonte: BBC Brasil, 29 de julho, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070729_esclerosesol_ir.shtml

Pessoas que passam mais tempo no sol quando crianças têm um risco menor de desenvolver esclerose múltipla, de acordo com um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.


Cientistas não sabem exatamente como sol ajuda na prevenção da doença

Os pesquisadores dizem que os raios UV oferecem proteção ao alterar as respostas imunológicas das células ou ao aumentar os níveis de vitamina D.

Um estudo anterior descobriu que mulheres que tomam suplementos de vitamina D têm 40% menos chances de ter esse tipo de doença.

A esclerose múltipla está entre as doenças neurológicas mais comuns do mundo, afetando cerca de dois milhões de pessoas.

Mas a doença é mais comum em maiores latitudes, onde geralmente há níveis menores de radiação ultravioleta, que é produzida pelo sol.

Gêmeos


Para o estudo, os pesquisadores analisaram 79 pares de gêmeos idênticos que tinham o mesmo risco genético de desenvolver esclerose múltipla.

Em cada par, apenas um irmão tinha a doença.

Os gêmeos responderam perguntas como se eles ou seus irmãos passaram mais tempo ao ar livre em dias quentes, dias frios, no verão, na praia ou praticando esportes quando crianças.

Os pesquisadores descobriram que os irmãos com esclerose múltipla haviam passado menos tempo ao sol.

Os gêmeos que passaram mais tempo ao ar livre apresentaram uma redução de até 57% no risco de desenvolver a doença.

Os autores do estudo, Talat Islam e Thomas Mack, dizem, no entanto que mais estudos são necessários para determinar como o sol reduz o risco.

“Esse trabalho apóia estudos anteriores sugerindo uma ligação entre a exposição ao sol e o baixo risco de esclerose múltipla”, disse Chris Jones, presidente da organização não-governamental MS Trust, que lida com a doença.

“Mas os pesquisadores certamente não estão sugerindo que as pessoas saiam e tenham câncer de pele. A exposição aos raios do sol pode ser perigosa”, disse.

O estudo foi publicado na revista especializada Neurology.

Cientistas analisam 'fóssil vivo' achado na Indonésia

Fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070801_peixe_fossilvivorg.shtml

Cientistas estão realizando testes genéticos em um peixe raríssimo - considerado um "fóssil vivo" - encontrado na Indonésia. O peixe pode ser o segundo exemplar de sua subespécie a ser encontrado até hoje.


Só um peixe de uma subespécie asiática já foi encontrado


Por muito tempo, especialistas acreditaram que peixes do tipo do celacanto tivessem se extinguido há cerca de 70 milhões de anos, mas uma subespécie foi encontrada na África em 1930 e depois, em 1998, uma outra foi encontrada na Ásia.

Os celacantos têm uma aparência incomum, com barbatanas que se assemelham a patas. Eles também podem fazer uma manobra incomum no leito do oceano, parecida com "plantar bananeira", possivelmente para procurar por comida.

Segundo especialistas, esses peixes azuis representam uma oportunidade única de estudar a evolução das espécies, já que seus fósseis datam de 350 milhões de anos atrás.

O novo espécime de celacanto foi achado há dois meses por um pescador ao norte da Ilha das Celebes, parte do arquipélago indonésio.

Veja uma foto ampliada do peixe encontrado

Enigma


As barbatanas incomuns dão a impressão que o peixe tem patas

Mais de 300 exemplares da subespécie Latimeria chalumnae já foram encontrados nas águas do arquipélago das Comores, na costa sudeste da África. Mas a subespécie asiática Latimeria menadoensis sempre deixou perplexos os cientistas.

"Quando o celacanto indonésio apareceu em 1998, muita gente saiu para tentar encontrar outros na área, mas ninguém havia conseguido até agora", disse Peter Forey, um especialista em celacantos do Museu de História Natural de Londres.

"O fato de que outro espécime foi encontrado (na região) é significativo; ele confirma essa é a localização genuína de outra população de celacantos."

Os testes em andamento devem confirmar se o peixe encontrado é de fato da subespécie asiática e poderiam ajudar a responder por que as duas subespécies se separaram e vivem a milhares de quilômetros uma da outra.

"Estimativas feitas a partir do perfil genético do peixe encontrado em 1998 indicam que elas se separaram há entre quatro e cinco milhões de anos. Porém, uma análise da geologia dos oceanos, indica que eles devem ter se separado há cerca de 30 milhões de anos", disse Forey.

Friday, July 20, 2007

Projeto cria programa de biocombustível para cooperativa

Fonte: AGÊNCIA CÂMARA - 20/07/07
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=107053
Reportagem - Roberto Seabra
Edição - Paulo Cesar Santos

(c)Luis Alves

José Fernando diz que o objetivo é promover o crescimento sustentável da economia


A Câmara analisa o Projeto de Lei 303/07, do deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), que cria o Programa Nacional de Produção de Biocombustíveis por Cooperativas (PNBC). A proposta permite que os produtores rurais se associem em cooperativas agropecuárias para a produção e a comercialização de etanol e biodiesel.

O projeto permite que as cooperativas vendam o biocombustível diretamente para o consumidor final ou para os postos revendedores, desde que o produto atenda às especificações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e que possa ser vendido sem necessidade de adição a combustíveis derivados do petróleo (gasolina e diesel).

Para evitar que as cooperativas sejam transformadas em distribuidoras de combustível, a proposta de lei define que os produtores só poderão comercializar o etanol produzido no âmbito da cooperativa. O texto prevê multas de R$ 5 mil a R$ 1 milhão para as cooperativas que comercializarem combustível produzido por terceiros.

Crescimento sustentável
O deputado José Fernando argumenta que o estímulo à produção de biodiesel e de etanol provocará impactos econômicos, sociais e ambientais positivos no setor agrícola. A idéia, segundo ele, é promover o crescimento sustentável da economia brasileira. O setor de biocombustíveis no País movimentou, somente em 2006, R$ 3 bilhões, segundo dados do pesquisador Expedito Parente - inventor do biodiesel.

O autor ainda lembra que a proposta atende a determinação constitucional (artigo 174) de estímulo ao cooperativismo por parte do poder público. A proposta, além de flexibilizar a estrutura de comercialização de biocombustíveis, concede benefícios fiscais às cooperativas e permite o acesso ao crédito, por intermédio do BNDES, para o plantio de cana-de-açúcar e matérias-primas do biodiesel, como mamona e soja; o processamento do produto; e a comercialização.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Minas e Energia; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-303/2007

Vitamina C 'não impede resfriados', diz estudo

Fonte: BBC BRASIL - 18 de julho, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070718_resfriadovitamina.shtml


Tomar um comprimido de vitamina C por dia não protege a maioria das pessoas de resfriados comuns, de acordo com um estudo feito por cientistas na Austrália e na Finlândia.


Para nutricionista, ingestão de alimentos com vitamina é suficiente

Uma análise de 30 pesquisas, envolvendo um total de 11.350 pessoas, também concluiu que doses de pelo menos 200 miligramas por dia não tiveram grande eficácia em reduzir a duração ou gravidade de resfriados.

Mas pessoas expostas a períodos de grande estresse, como corredores de maratona, podem reduzir o seu risco de pegar resfriados em 50% se tomarem vitamina C diariamente.

O estudo foi publicado na última edição da revista científica Cochrane Library.

Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana e da Universidade de Helsinki concluiram que, para a maioria das pessoas, os benefícios de tomar vitamina C diariamente são tão poucos que não valem o esforço ou o gasto.

Embora eles tenham descoberto que a vitamina C pode reduzir a duração de resfriados em até 8% em adultos e 13,6% em crianças, como a maioria das pessoas só tem dois ou três resfriados anualmente, este benefício é muito pequeno.

Harri Hemilä, que participou do estudo, disse: "Não faz sentido tomar vitamina C 365 dias por ano para diminuir a chance de pegar um resfriado."

Mas os cientistas dizem que isso pode se justificar no caso de pessoas expostas a frio excessivo ou estresse físico, onde doses de vitamina C reduziram pela metade o risco de se pegar resfriado.

Além disso, afirmam que há evidências sugestivas de um estudo de que doses muito grandes de vitamina C tomadas no começo de um resfriado podem ter um efeito positivo.

Mas mais pesquisas serão necessárias para avaliar esta possibilidade.

Em 1970, o químico Linus Pauling, que recebeu o prêmio Nobel, encorajou as pessoas a tomarem mil miligramas de vitamina C diariamente para afastar a possibilidade de resfriados.

Mas desde então os efeitos da vitamina em resfriados causam polêmica.

Infecção

A atual dose diária recomendada de vitamina C é de apenas 60 miligramas, e Catherine Collins, uma nutricionista da Associação Dietética Britânica, disse que a dose ideal é de 200 miligramas por dia.

Mas ela disse que a maioria das pessoas pode facilmente obter essa quantidade da vitamina dos alimentos, comendo cinco porções de frutas e verduras todos os dias.

Além disso, vitamina C em excesso não é absorvida e, portanto, é eliminada pelo organismo.

Embora os glóbulos brancos do organismo, que combatem infecções, utilizem vitamina C, Collins disse que há poucas evidências que sugerem que ela possa ajudar a impedir resfriados.

"Parece biologicamente plausível, porque a vitamina C ajuda a melhorar o sistema imunológico, mas ela só parece funcionar em pessoas com deficiência (da vitamina C), o que é muito raro", afirmou.

Mas ela acrescentou que o estudo é útil para um melhor conhecimento da vitamina C.

Monday, July 16, 2007

David Attenborough

Fonte: Wikipedia

Sir David Frederick Attenborough OM, CH, CVO, CBE, FRS (nascido em Londres, Inglaterra, no dia 8 de maio de 1926) é um dos apresentadores e naturalistas mais conhecidos do mundo. Fez inúmeros trabalhos para a rede de TV BBC, da qual foi diretor durante os anos de 1969 a 1972, e anteriormente diretor da BBC 2 entre os anos de 1965 a 1969. Só deixou os cargos porque queria voltar a fazer documentários pelo mundo retratando fielmente a vida selvagem.



• Em 13 de julho de 2006, Sir David, junto de seu irmão Richard, receberam o título de Distinto Membro Honorário da Universidade de Leicester “no reconhecimento de um distinto serviço continuo a univerdade”. David havia recebido previamente em 1970 o título de Doutor de Letras Honorário.

• Em 1993, após ter descoberto que o réptil Plesiosaurus conybeari, que viveu na era Mesozóica, na verdade não era um plesiossauro, o paleontólogo Robert Bakker rebatizou a espécie de Attenborosaurus conybeari, em homenagem ao naturalista.

• Também em homenagem a ele, uma das três espécies de equidna-de-bico-longo foi batizada com o nome cientifico Zaglossus attenboroughi.

• Em novembro de 2005, o Museu de História Natural de Londres anunciou a fundação da campanha para construir um centro de comunicação em homenagem a Sir David. O museu pretende inaugurar o Sir David Attenborough Studio em 2008.

• Uma votação com 4900 britânicos feita pela revista Reader’s Digest em 2006 mostrou que Attenborough é a celebridade de mais confiança da população da Grã-bretanha. Também em uma outra lista feita pela revista New Stateman também em 2006 mostra que Sir David era o décimo candidato mais votado na lista de “heróis de nosso tempo”.

• Sugere-se freqüentemente que a sua carreira de 50 anos na produção de documentários da história natural no mundo todo fez com que Sir David fosse o homem que mais viajou em toda a história.

• Suas contribuições para o mundo foram reconhecidas no documentário “Life on Air”, transmitido em 2002 junto com a publicação da autobiografia de Attenborough. Para o documentário, o naturalista foi entrevistado em sua casa por seu amigo Michael Palin. Usaram partes memoráveis dos documentários de Sir David e também houve contribuição de seu irmão Richard e de seus colegas profissionais.

• No dia 16 de dezembro de 2006, Sir David Attenborough foi eleito o ícone vivo no Reino Unido, superando vários artistas e celebridades, como O ex-Beatle Sir Paul MacCartney; o vocalista do The Smiths, Morrissey; o ator Michael Caine; o músico David Bowie e a estilista Viviane Westwood.

Cientistas encontram rastros de mamífero ovíparo 'extinto'

Fonte: BBC BRASIL - 16 de julho, 2007 - 13h07 GMT
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070716_equidnaextintafn.shtml


Cientistas encontraram na Papua Nova Guiné uma espécie de eqüidna, mamíferos que põem ovos, que se julgava extinta.


A espécie que está em um museu da Holanda

Em uma recente visita às Montanhas Ciclope, os pesquisadores descobriram tocas e trilhas feitas pela eqüidna de bico longo.

A equipe de pesquisadores vai voltar à Papua Nova Guiné em 2008 para tentar encontrar e fotografar o animal.

A expedição de um mês de cientistas da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) envolveu uma viagem a partes das montanhas cobertas por floresta fechada, que permaneciam inexploradas nos últimos 45 anos.

A espécie é conhecida dos biólogos apenas por um exemplar de 1961, que está em um museu da Holanda.

Botânico


Não era feito um registro deste animal desde que um botânico holandês coletou o único exemplar conhecido nas florestas das Montanhas Ciclope, em 1961.

Como resultado pensava-se que a eqüidna Zaglossus attenboroughi - que tem o tamanho de uma caixa de sapatos - estava extinta.

Mas enquanto a equipe Edge esteve na área, eles falaram com as tribos locais que afirmaram que viram a criatura em 2005.

Os cientistas também descobriram buracos, provavelmente feitos pelo nariz da eqüidna no chão enquanto procuravam comida.

O nome científico do animal é uma homenagem ao naturalista britânico David Attenborough.

"Esperamos que David Attenborough fique satisfeito em saber que a espécie nomeada em sua homenagem ainda sobrevive nas florestas da Papua Nova Guiné", disse Jonathan Baillie, gerente do programa de Espécies de Evolução Distinta e Globalmente Ameaçados (Edge, na sigla em inglês).

"A eqüidna de Attenborough é um dos cinco membros dos monotrêmatos (mamíferos que põem ovos) que habitaram a Terra no tempo dos dinossauros", escreveu Jonathan Baillie no blog do programa.

"Este grupo inclui o ornitorrinco, o que ajuda a demonstrar como estes animais são diferentes de todos os outros mamíferos", acrescentou.

Pouco se sabe sobre os hábitos do animal. Acredita-se que ele tenha hábitos noturnos, cavando para conseguir capturar vermes em meio aos detritos da floresta e então passando o dia descansando em tocas rasas.

Quando ameaçada, acredita-se que a eqüidna, que vive sozinha, deixa os espinhos que cobrem seu corpo em pé para se proteger de predadores.

Saturday, July 14, 2007

Boicote KFC




O Kentucky Fried Chicken (KFC) tem inimigos de peso, liderados pela campanha da linda atriz canadense Pamela Anderson (do PETA), no site Kentucky Fried Cruelty. O motivo? Maltratos com animais feitos pela rede de fast food. E não se faltam provas nem revoltas quanto a isso, sendo disponível no site, inclusive, um vídeo de nossa belíssima Pamela Anderson mostrando as imagens que foram conseguidas do KFC.
Tendo também disponível, mais informações da campanha.


Mais um motivo de porquê KFC é antiquado? Coletamos do site acidezmental.com na sessão de "OS 10 MAIORES MICOS DAS MULTINACIONAIS NO BRASIL" informações de os "10 produtos que eram grandes promessas e acabaram virando tranqueiras acumuladas nos estoques". Eis parte do texto:


KFC

O que era:
Não era bem um produto, mas uma rede de fast food americana cujo cardápio era baseado em receitas com frango frito.

O que era legal:
Poder comer aquele monte de pedaços de frango que vinham em uma caixinha ou em um balde (...).

Porque não deu certo:
O meu com espaguete e quiabo, por favor!
O frango era bom, (...) mas outra vez o problema foi cultural. Passada a febre de novidade, as pessoas começaram a se dar conta que não queriam ir ao Shopping pra comer frango, já que isso era coisa de almoço de domingo. A rede não agüentou e foi minguando até quase sumir do país.

.

Friday, July 13, 2007

Lenta Convalescença - Setenta anos é o tempo mínimo para restaurar biomassa da floresta

Fonte: PESQUISA FAPESP
Edição Impressa 137 - Julho 2007



Com o tempo, áreas desmatadas de florestas tropicais conseguem restabelecer seu ciclo de nitrogênio, que tem um papel fundamental na restauração da própria floresta. Há tempos os pesquisadores colecionam evidências de que a recuperação é factível, mas, pela primeira vez, um grupo conseguiu comprovar o fenômeno e também mensurar a velocidade da recuperação. Se a boa notícia é que a floresta pode, sim, restaurar-se, o dado desalentador é que esse processo demora pelo menos 70 anos para dar passos consistentes, revela o artigo “Recuperation of nitrogen cycling in Amazonian forests following agricultural abandonment”, publicado na revista Nature.

Para compreender o fenômeno, a equipe de pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), de Piracicaba, do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental (PA) estabeleceu o que chamam de cronosseqüência. Em fazendas nos municípios paraenses de São Francisco do Pará e de Capitão Poço, no cinturão de desmatamento da Amazônia, os cientistas delimitaram 12 lotes de mil metros quadrados em áreas desmatadas, mas que começaram a se regenerar depois de terem sido abandonadas por agricultores.

Com a ajuda dos proprietários das terras, o grupo conseguiu determinar há quanto tempo cada área tinha sido abandonada. Dessa forma, foram identificados lotes em que a mata estava se recuperando havia 3, 6, 10, 20, 40 e 70 anos, além de pedaços também de floresta nativa. Segundo os dados obtidos pela pesquisa, a recuperação da biomassa chegava a 70% ou 80% do original. “Setenta anos é o prazo mínimo da recuperação. Se tivéssemos encontrado sítios desmatados há mais tempo, talvez chegássemos a um prazo de recuperação mais acurado”, diz Luiz Antonio Martinelli, do Cena, um dos autores do trabalho. “Se deixarmos o sistema em paz, ele se renova sozinho.”

Uma evidência da recuperação foi o aumento nas emissões de nitrogênio pelo solo, na forma do gás óxido nitroso (N2O). “A partir do momento em que o sistema se torna rico em nitrogênio, ele se dá ao luxo de perder esse elemento na forma gasosa”, explica Martinelli. O estudo contou ainda com a participação de Eric Davidson, do Centro de Pesquisa Woods Hole (EUA).

Biodiversidade
- Estima-se que entre 30% e 50% da área desmatada na Amazônia deixou de ser explorada e está se recuperando. As florestas tropicais costumam ser ricas em nitrogênio. Mas a agricultura reduz muito os níveis desse nutriente no solo. O achado da pesquisa é auspicioso, mas o fato de a floresta recuperar-se não significa que retomará a riqueza da biodiversidade original. A vegetação nunca é tão rica quanto a antiga cobertura e a volta das espécies animais dependerá de sua manutenção nas redondezas. “Mas a recuperação da floresta é um indicador de que ela pode voltar a ser habitada”, diz Martinelli. A pesquisa também é importante por sinalizar formas de acelerar a regeneração. O plantio de leguminosas, que se caracterizam por fixar nitrogênio no solo, é uma das estratégias cogitadas.

Se a floresta desmatada demora a recuperar o nitrogênio, nas áreas agrícolas o problema é de natureza diversa. O homem despeja anualmente 85 milhões de toneladas de nitrogênio no solo, principalmente em virtude da intensa aplicação de adubos e de fertilizantes químicos. Como as plantas não conseguem absorver boa parte dessa dose extra, o resultado final é que o nitrogênio em excesso acaba invadindo outros ambientes, poluindo os rios e lençóis freáticos e retornando para a atmosfera, onde contribui de forma significativa com o aquecimento global, ajudando ainda a provocar chuvas ácidas. “Estamos sobrecarregando o ambiente com quantidades gigantescas e desnecessárias de nitrogênio. As conseqüências são terríveis e precisam ser mais bem conhecidas e combatidas com urgência”, afirma Martinelli.

Contradições
- Em 2002 o consumo de adubos na China chegou a 25 milhões de toneladas; nos Estados Unidos atingiu quase 11 milhões de toneladas. Na outra ponta da tabela, o consumo bruto na Namíbia e em Serra Leoa, em 2002, foi de apenas 100 toneladas para cada país. Esse cenário de contradições será alvo de debates na Conferência Internacional sobre Nitrogênio, que será realizada de 1º a 5 de outubro, na Costa do Sauípe, na Bahia, cujo comitê é coordenado por Luiz Martinelli. Ele pretende aproveitar a presença de mais de 500 participantes do Brasil e do exterior para aprofundar a discussão sobre as formas de combater o excesso – ou a falta – de nitrogênio. Para o brasileiro, ações simples, como a redução das queimadas e o sistema de rotação de culturas, podem ser importantes. Além disso, garante, qualquer bom engenheiro agrônomo sabe dizer qual a quantidade equilibrada de fertilizante que deve ser usada em determinado solo e cultura. “Nossa principal missão é conseguir maximizar os efeitos benéficos do nitrogênio e minimizar suas conseqüências nefastas”, resume.

Os benefícios da biodiversidade

Fonte: PESQUISA FAPESP - Destaques da Nature de 12/07/2007 (Vol. 448, N°. 7150)


Ecossistemas complexos, onde ocorrem muitos processos, precisam de elevado número de espécies para funcionar a contento

Segundo um modelo desenvolvido por Andy Hector, da Universidade de Zurique (Suíça), e Robert Bagchi, da Universidade de Oxford (Reino Unido), que estudaram áreas de gramíneas na Europa, o número de espécies encontradas num lugar afeta o conjunto de processos desempenhados nesse ecossistema, como decomposição e formação de solo, reciclagem de água e de nutrientes e crescimento de plantas. A regra é simples: ambientes complexos, nos quais ocorre um grande número de processos, precisam de uma quantidade maior de formas de vida para funcionar em sua plenitude. Por isso, é necessário preservar toda a biodiversidade, visto que nenhuma forma de vida é redundante, dizem os autores. “Análises passadas trabalharam de forma muito estreita essa questão, assumindo que as espécies importantes para um processo também eram essenciais para todos os demais”, afirma Hector. "Mas esse não parece ser o caso.”

Tempo de decomposição de alguns materiais

Fonte: guiadoscuriosos

Chiclete: 5 anos

Garrafa de plástico: mais de 100 anos

Palito de fósforo: 6 meses

Papel: 3 meses

Ponta de cigarro: 1 a 2 anos

Tecido: 100 a 400 anos

Vidro: 4.000 anos

Cascas de frutas:
3 meses

Embalagens de papel:
1 à 4 meses

Fósforos:
2 anos

Guardanapos:
3 meses

Jornal:
2 à 6 semanas

Latas de alumínio:
100 à 500 anos

Nylon:
30 à 40 anos

Pilha:
100 à 500 anos

Sacos e copos plásticos:
200 à 450 anos

Tampas de Garrafas:
100 à 500 anos

Thursday, July 12, 2007

'Corante de hambúrguer pode causar câncer'

Fonte: BBC BRASIL 10 de julho, 2007 - 12h41 GMT (09h41 Brasília)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070710_aditivohamburguercancerfn.shtml


A substância E128, também conhecido como Vermelho 2G, usada como corante em hambúrgueres e salsichas pode causar câncer, segundo alerta da Autoridade Européia de Segurança Alimentar.



O corante é encontrado em hambúrgueres e salsichas

O painel da organização especialista em aditivos alimentícios recomendou que o corante não fosse mais considerado seguro para o consumo humano.

A Agência Britânica de Padrões Alimentares está atualmente investigando se ainda são vendidos na Grã-Bretanha produtos que contém E128 .

Segundo as atuais leis da União Européia, quantidades limitadas do Vermelho 2G são permitidas para o uso em salsichas com um mínimo de conteúdo de cereais de 6% e em carne de hambúrguer com um mínimo de conteúdo de vegetais e/ou cereais de 4%.

Ratos


O corante Vermelho 2G é convertido pelo corpo em um composto oleoso, a anilina. Exames em ratos e camundongos indicam que esta substância tem o potencial de desencadear o câncer.

Os roedores injetados com anilina desenvolveram tumores cancerosos.

"Devido às novas provas científicas, não pode ser excluído o fato de que o potencial carcinogênico ocorre devido ao dano ao material genético das células. Portanto não é possível determinar o nível de consumo para anilina que possa ser considerado seguro para humanos", disse uma declaração do painel da Autoridade Européia de Segurança Alimentar.

"O painel concluiu então que o Vermelho 2G deve ser visto como um motivo de preocupação quanto à segurança", acrescenta a declaração.

A Autoridade Européia de Segurança Alimentar, que está examinando novamente as provas científicas em todos os corantes alimentícios, comunicou as suas recomendações à Comissão Européia.

O Vermelho 2G já é proibido em vários países, incluindo o Japão.

Biocombustível é só um dos caminhos contra aquecimento, diz secretário da ONU

ONUFonte BBC BRASIL 09 de julho, 2007 - 17h38 GMT (14h38 Brasília)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070709_onu_biocombustivel_dg.shtml
Jair Rattner
De Lisboa


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, disse nesta segunda-feira que o biocombustível é apenas um dos caminhos para o mundo enfrentar o problema do aquecimento global.


Ban Ki-Moon discutiu temas como Kosovo com União Européia


"Ao tratar do aquecimento global, não há apenas uma solução. O biocombustível é um dos caminhos e temos que usar todas as tecnologias e todos os recursos existentes", disse o secretário-geral em Lisboa, em resposta a uma pergunta da BBC Brasil.

Ban Ki-Moon está em Lisboa para reuniões com a presidência portuguesa da União Européia. Ele ressaltou que o problema do aquecimento global é urgente.

"Precisamos tratar dessa questão agora. É absolutamente necessário ter uma visão global e a participação de toda a comunidade internacional."

Na reunião na capital portuguesa, o secretário-geral da ONU discutiu as posições do bloco sobre a missão de paz européia no Kosovo, a situação no Darfur, o processo de paz no Oriente Médio – em que a ONU, a União Européia, os Estados Unidos e Rússia constituem o quarteto que vai propor soluções para o conflito – e as eleições no Timor Leste.

Na semana passada, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram um relatório que indica que a produção de biocombustíveis pode provocar um aumento no preço dos alimentos.

"Este fenômeno [de uso de alimentos como combustíveis] vai fazer subir os preços dos cereais e, de forma indireta, através do custo mais alto das rações, também dos produtos da criação animal", afirma o relatório Perspectivas Agrícolas para 2007-2016.

Aquecimento global não é provocado pelo Sol, diz estudo

Fonte: BBC BRASIL 11 de julho, 2007 - 07h52 GMT (04h52 Brasília)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070711_solaquecimento.shtml
Richard Black

Um novo estudo científico concluiu que mudanças na atividade do Sol não podem estar causando mudanças climáticas no mundo moderno.


A atividade do Sol passa por ciclos, dizem os cientistas

Ele mostra que nos últimos 20 anos a atividade do Sol diminuiu, embora temperaturas na Terra tenham aumentado.

O estudo mostra ainda que as temperaturas modernas não são determinadas pelo efeito do sol em raios cósmicos (um tipo de radiação emitida por estrelas e galáxias), como foi alegado.

Por esta teoria, os raios cósmicos ajudam a formação das nuvens ao fornecer pequenas partículas em torno das quais o vapor d'água pode se condensar.

De maneira geral, nuvens resfriam a Terra.

Durante certos períodos de atividade solar, raios cósmicos são bloqueados parcialmente pela maior intensidade do campo magnético do Sol. A formação de nuvens diminui e a Terra se aquece.

Em artigo na revista científica da Sociedade Real Proceedings A, os pesquisadores dizem que raios cósmicos podem ter afetado o clima no passado, mas não no presente.

"Isto deve resolver o debate", disse Mike Lockwood, do Laboratório Rutherford-Appleton, na Grã-Bretanha, que realizou o novo estudo juntamente com Claus Froehlich, do World Radiation Center, na Suíça.

Lockwood iniciou o estudo em parte como resposta ao documentário exibido na televisão britânica em meados do ano The Great Global Warming Swindle (A Grande Enganação do Aquecimento Global), que apresentou a hipótese dos raios cósmicos.

"Todos os gráficos que eles mostraram paravam por volta de 1980, e eu sei por que - é porque as coisas mudaram depois daquilo", disse Lockwood.

"Não se pode ignorar dados de que não se gosta", afirmou.

Tendência


A principal abordagem dos cientistas nesta nova análise é simples: observar a atividade do sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30 ou 40 anos, e comparar estas tendências com o gráfico para média global das temperaturas da superfície, que aumentou cerca de 0,4ºC nesse período.

O Sol varia em um ciclo de cerca de 11 anos entre períodos de atividade intensa e baixa.

Mas este ciclo ocorre junto com outras tendências de longo-prazo e a maior parte do século 20 viu um aumento leve, mas persistente, da atividade solar.

Mas por volta de 1985, esta tendência parece ter se revertido, com a atividade solar diminuindo.

Apesar disso, neste período temperaturas subiram tão depressa, ou talvez até mais depressa, do que qualquer época nos cem anos anteriores.

"Este estudo reforça o fato de que o aquecimento nos últimos 20 ou 40 anos não pode ter sido causado por atividade solar", disse Piers Forster, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, um dos principais cientistas que contribuíram para a avaliação científica do clima feita pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).

O relatório do IPCC apresentado em fevereiro concluiu que gases do efeito estufa eram cerca de 13 vezes mais responsáveis do que as mudanças no Sol pelo aumento das temperaturas na Terra.

Mas a organização foi criticada em algumas áreas por não levar em conta a hipótese dos raios cósmicos, desenvolvida por, entre outros, Henrik Svensmark e Eigil Friis-Christensen, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.

A análise de Mike Lockwood parece ter colocado um grande fim nesta hipótese intrigante.

"Eu acho que há um efeito dos raios cósmicos sobre a cobertura oferecida por nuvens. Funciona no ar marítimo limpo, onde não há muito mais onde o vapor d'água pode se condensar", afirmou.

"Pode até ter tido um efeito significativo no clima pré-industrial. Mas não se pode aplicar isto ao que estamos vendo agora, porque estamos em uma situação completamente diferente."

Svensmark e Friis-Christensen não foram encontrados para comentar o caso.

Meio Ambiente debate impacto da importação de pneu usado

Fonte: Agência Câmara 12/07/2007 08h47

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promove nesta manhã audiência pública para discutir a importação de pneus usados e recauchutados pelo Brasil, seu impacto no meio ambiente e a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o assunto. Recentemente, a OMC entendeu que o País pode manter sua proibição para importação de pneus reformados da Europa, por considerar que as compras desses produtos comprometem a redução de resíduos. A OMC havia sido acionada pela União Européia, que se sentiu economicamente prejudicada pela proibição. Em 2005, o Brasil comprou 10,5 milhões de pneus usados. No ano seguinte, esse número caiu para 7,6 milhões.

O debate foi sugerido pelos deputados Luiz Carreira (DEM-BA), Juvenil Alves (sem partido-MG), Paulo Teixeira (PT-SP), Max Rosenmann (PMDB-PR), Fernando Gabeira (PV-RJ) e Sarney Filho (PV-MA).

Foram convidados para a audiência:
- o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Ministério de Relações Exteriores, Roberto Carvalho de Azevedo;
- o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados (Abip), Francisco Simeão;
- o diretor da Associação Nacional de Pneus (Anip), Vilien Soares;
- a coordenadora-geral de Gestão de Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Zilda Maria Faria Veloso.

A audiência será realizada às 10 horas, no plenário 8.

Wednesday, July 11, 2007

Cientistas encontram proteína que liga dinossauro a galinha

FONTE: BBC BRASIL
13 de abril, 2007 - 15h37 GMT (12h37 Brasília)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070413_galinharexml.shtml
Paul Rincon

Proteínas extraídas dos ossos de um tiranossauro rex com 68 milhões de anos estão ajudando cientistas a entender melhor a ligação evolutiva entre dinossauros e aves.


Animais teriam mesma linha evolutiva, avaliam pesquisadores


Em um estudo publicado na revista Science, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, dizem ter comparado moléculas orgânicas preservadas em um fóssil de tiranossauro com as encontradas em animais vivos, e descobriram que elas se parecem com as das galinhas.

Os restos do dinossauro incluíam um crânio, os dois fêmures e ambas as tíbias, e foram encontrados em rochedos no leste do Estado americano de Montana.

As proteínas encontradas nesses ossos pertencem às fibras conectivas, também conhecidas como colágeno, responsáveis por dar suporte a tecidos do corpo.

Colágeno


Cientistas sabem que, quando minerais são removidos de ossos humanos, uma matriz de colágeno é deixada.

Os pesquisadores americanos realizaram o mesmo procedimento com o fóssil do tiranossauro, e encontraram o que parecem ser traços de colágeno.

Isso mostrou que o material do tiranossauro continha seqüências de aminoácidos típicos do colágeno.

Ao comparar os padrões de seqüência encontrados nos fósseis com so de animais vivos, em uma base de dados, os cientistas descobriram uma estrutura semelhante no colágeno da galinha.

Mary Schweitzer, uma das autoras da pesquisa, disse que a similaridade com a galinha foi exatamente o que se esperava, "dada a relação que existe entre as aves modernas e os dinossauros".

Também foram encontradas semelhanças com as proteínas presentes em sapos e salamandras.

A descoberta de proteína em ossos de dinossauros é uma surpresa, pois até agora se acreditava que material orgânico não sobrevivia tanto tempo.

Monday, July 09, 2007

Pesticidas dobram risco de câncer no cérebro, diz estudo

Por BBC BRASIL
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070605_pesticidastumor_is.shtml

Uma pesquisa publicada na revista britânica Occupational and Environmental Medicine concluiu que agricultores expostos a pesticidas têm um risco maior de contrair câncer no cérebro.


Pesticidas também foram ligados ao risco de Mal de Parkinson


Mesmo pessoas que usam o veneno em plantas dentro de casa poderiam ser afetadas, mas o problema fica ainda mais sério para aqueles que trabalham com altos níveis das substâncias tóxicas.

Essas pessoas teriam mais que o dobro das chances de apresentar o tumor e mais de três vezes mais probabilidade de contrair glioma, um tipo de câncer que atinge o sistema nervoso central.

Os gliomas são mais comuns em homens que em mulheres, e os pesquisadores especulam que é possível que isso se deva ao fato de que os homens têm maior exposição a pesticidas.

Dúvidas


A pesquisa francesa foi realizada na região de vinícolas de Bordeaux e se baseou na análise de 221 casos de tumores no cérebro registrados pelo Instituto Francês de Saúde Pública, Epidemiologia e Desenvolvimento.

Em Bordeaux, 80% dos pesticidas usados são fungicidas, borrifados nos vinhedos para proteger as safras de fungos.

No entanto, os pesquisadores não conseguiram coletar informações suficientes para definir que tipo de pesticida está relacionado ao surgimento de tumores.

Josephine Querido, da organização Cancer Research UK, disse que é preciso aprofundar as pesquisas neste campo para confirmar os resultados do estudo francês.

"O câncer no cérebro é relativamente raro e, apesar da possibilidade de trabalhadores expostos a altos níveis de pesticidas na indústria ou agricultura terem maior risco de contrair alguns tipos de câncer, os indícios atuais ainda não são conclusivos e quaisquer riscos são provavelmente pequenos", diz ela.

Um porta-voz da Associação para a Proteção de Lavouras, da Grã-Bretanha, afirmou ainda que "pesticidas estão entre os produtos químicos mais controlados do mundo" e que "não há evidência científica conclusiva de uma relação entre pesticidas e câncer no cérebro".

Britânico nadará no Pólo Norte para alertar sobre aquecimento

Por: BBC BRASIL Atualizado às: 09 de julho, 2007 - 16h49 GMT (13h49 Brasília)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070709_nadadorpolonortefp.shtml

O nadador britânico Lewis Gordon Pugh pretende percorrer um quilômetro a nado nas águas gélidas do Pólo Norte como forma de alertar o mundo para o aquecimento global.


Travessia de um quilômetro deve durar 20 minutos

Lewis, que pretende completar a travessia em 20 minutos, terá de suportar uma temperatura de menos 1,8ºC, a mais baixa que um ser humano terá enfrentado a nado. Ele diz que não vai lançar mão de tecidos térmicos para enfrentar o frio.

O nadador vai tentar quebrar o recorde no próximo domingo, ao nadar no meio de uma rachadura que se abriu em um dos enormes blocos de gelo do Pólo Norte.

Pugh, que já é o único a ter conseguido completar nados a longa distância em todos os cinco oceanos do mundo, deixou Londres no fim de semana com destino à Russia, onde se reúne com uma equipe de navegadores que o levarão até o local da travessia.

'Impossível' há 10 anos


Ao anunciar seu último desafio, o nadador disse que a temperatura no Oceano Ártico, que banha o Pólo Norte, deve aumentar em até 9ºC durante este século.

"Há dez anos seria impossível nadar no Pólo Norte. É profundamente lamentável que seja possível agora por causa dos efeitos devastadores das mudanças climáticas", disse Pugh.

Durante as diversas aventuras que viveu nos últimos anos ao nadar pelas águas da Antártica e do Oceano Ártico, o nadador enfrentou tubarões, crocodilos e hipopótamos.

Suas habilidades para enfrentar baixas temperaturas lhe renderam o apelido de "urso polar".

Thursday, July 05, 2007

Proteína é capaz de “frear” Parkinson

Fonte: Revista Pesquisa Fapesp - Destaques da Nature de 05/07/2007 (Vol. 448, N°. 7149

Substância produzida pelo cérebro interrompe morte de neurônios e ajuda em sua recuperação, diz estudo

Cientistas europeus descobriram uma nova proteína que protege os neurônios e pode vir a ser útil no tratamento do mal de Parkinson. A doença destrói as células nervosas que produzem o neurotransmissor dopamina, causando distúrbios motores. A equipe liderada por Mart Saarma, da Universidade de Helsinki (Finlândia), identificou uma molécula batizada de fator neurotrófico conservador de dopamina (CDNF, na sigla em inglês), que previne a degeneração desses neurônios em ratos. Além disso, os pesquisadores mostraram que o CDNF é capaz até mesmo de interromper a morte das células e ajudar células danificadas a se recuperar, reduzindo os sintomas nas cobaias. As drogas disponíveis hoje para o tratamento do mal de Parkinson não evitam a degeneração e a morte celular, e seu efeito costuma ter curta duração. Os autores acreditam que o CDNF – que é produzido naturalmente tanto no cérebro dos roedores como no humano – tem grande potencial para o tratamento da doença no futuro.

Tuesday, July 03, 2007

GNBEA



O GNBEA, Grupo Nacional pelo Bem Estar Animal, nasce com a união de jovens do Brasil todo a fim de lutar pelo direito dos animais. Sua missão é ajudar desde resgate a animais de rua até ação contra tráfico de animais silvestres, divulgar petições em benefício dos animais, e etc.
A associação, ainda não oficializada, está em busca constante de apoio e divulgação. Sendo, inclusive, criada uma comunidade no Orkut. A comunidade, no endereço http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=34693477, pretende juntar o máximo possível de colaboradores no site. Não só na internet, mas como é importante também buscar o apoio de conhecidos na cidade que estejam dispostos a colaborar neste desafio, que não é só a conscientização das pessoas em prol dos animais, mas sim ações nas quais sejam em benefício deles.

Para dar seu apoio, basta entrar na comunidade do GNBEA.


Abaixo estão breves palavras que descrevem os objetivos da GNBEA, de forma geral:

GNBEA - GRUPO NACIONAL PELO BEM ESTAR ANIMAL

Visamos o bem estar de todos os animais, o fim de tantas atrocidades que acontecem com seres vivos considerados inferiores e servos por muitos humanos!
Atualmente contamos com colaboradores de São Paulo, Brasilia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul
Temos como objetivo divulgar, conscientizar, resgatar animais e cada vez mais contar com novos colaboradores.
A internet será uma grande forma de divulgação, mas não nos restritaremos somente a ela.
Algumas idéias já foram dadas e estamos buscando aperfeiçoar o maximo possivel as idéias pois, bem estruturado, o projeto tem mais chances de dar certo. Das idéias podemos destacar:

* Divulgações em diversos lugares para conseguir mais colaboradores.
* Reuniões com o intervalo de no maximo um mês de todos os colaboradores (em algum lugar que seja de fácil acesso a todos).
* Caso tenha colaboradores de outro estado/cidade, manter sempre informado todos os membros mesmo por e-mail ou telefone as ações que tem feito e os resultados dela p/ o nosso projeto.
* Como não contamos com espaço, se associar a uma ONG e fazer proposta de ajuda com os gastos, assim, resgatando pelo menos um cachorro e gato de rua por mês tendo como abrigo a ONG.
* Pedir apoio para pet shops com rações e qualquer outra coisa que sirva na manutenção dos animais,para mercados e qualquer outro tipo de comércio pedir doações em dinheiro (ou se estiverem dispostos pode ser com rações, remédios, etc) mostrando os resultados e esclarecendo que será bom tanto para os animais como para humanos, pois tirando animais da rua as doenças que transmitem diminuirão bastante. Propor como agradecimento a divulgação dos comércios.
* Recolher denúncias e levar algum órgão competente a fim de resolver de imediato.
* Recolher o maior numero possível de assinaturas para petições em prol dos animais.
* Conversar com as pessoas conscientizando das péssimas condições que muitos animais são criados e o mal que isso faz até mesmo para os humanos.
* Não tentar impor nada a quem não concordar ou mesmo desrespeitar os animais. A conversa expondo todos os pontos é a melhor saída, caso não tenha resultado e os maus tratos e abusos de animais continuar a lei está do nosso lado, então é só denunciar, e claro, ficar em cima para que algo seja feito de fato.

Decreto 24.645/34 art. 1º “todos os animais existentes no país são tutelados pelo estado” e em seu art 2º parágrafo 3º “os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais”. Portanto você não será o autor do processo judicial, o Delegado encaminhará ao Juízo para abertura da competente ação, onde o Autor da ação será o ESTADO.



FAÇA PARTE VOCÊ TAMBÉM!

Musaranho Pigmeu

Fonte texto: www.saudeanimal.com.br
Imagens: (1) www.provincia.pisa.it, (2) http://www.trebol-a.com/categoria/curiosidades/page/2

(1)

NOME COMUM: Musaranho pigmeu
NOME CIENTÍFICO: Suncus etruscus
NOME EM INGLÊS: Pygmy White-toothed Shrew
FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Insectivora
FAMÍLIA: Soricidae
COMPRIMENTO: 82 mm
TEMPO DE VIDA: até 18 meses
PERÍODO DE GESTAÇÃO: 3 a 4 semanas
CURIOSIDADE: 30 dentes afiados

(2)

O musaranho pigmeu tem apenas 52 mm de comprimento e uma cauda de 30 mm. É, sem dúvida, o menor de todos os mamíferos não voadores. No outro extremo esta a baleia-azul, cujo comprimento pode atingir 35 m. O musaranho pigmeu é um animal solitário dos campos, florestas e vales da Europa mediterrânea e África.

Ele gosta de lugares úmidos. Passa o dia escondido entre as pedras, debaixo das raízes das árvores ou em pequenas tocas. À noite sai para caçar insetos, aranhas, vermes e larvas. Apesar do tamanho, é um animal valente e agressivo. Tem bom apetite e é capaz de comer em poucas horas uma quantidade maior que seu próprio peso. Isto é fundamental pra a sua sobrevivência. Um musaranho pigmeu não sobreviveria se ficasse mais de dez horas sem comida. Ele detesta a luz e o calor e morreria se ficasse exposto à luz do dia por um período longo.

Quando ameaçado, o musaranho pigmeu expele um cheiro forte, almiscarado, que desencoraja os carnívoros. Ele emite um som parecido com piado. Os filhotes quando nascem são cegos e pelados, mas se tornam independentes em menos de um mês.

Friday, June 29, 2007

Hemisfério Norte absorve menos CO2 do que estimado

PESQUISA FAPESP
Destaques da Science de 22/06/2007 (Vol. 316, N°. 5832)

Parte do carbono que se pensava ser retirado do ar pelas florestas temperadas é captado nos trópicos, afirma trabalho

Preservar a Amazônia (e outras matas tropicais) se tornou ainda mais importante para a manutenção do clima da Terra, segundo estudo de um grupo de pesquisadores de sete países. Motivo: cerca de 40% do dióxido de carbono (CO2) que se estimava ser retirado da atmosfera pelas florestas do hemisfério norte é, na verdade, absorvido nos trópicos. A afirmação é da equipe liderada por Britton Stephens, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (EUA), que analisou amostras de ar coletadas em 12 locais da Terra por aeronaves nos últimos 27 anos e as comparou com os respectivos níveis de gás carbônico previstos por 12 modelos de transporte atmosférico. Depois de ter feito tal confronto, os cientistas perceberam que os modelos atuais subestimaram significativamente a quantidade de gás acumulada na parte setentrional do planeta. Os novos dados mostram que as florestas do norte absorvem apenas 1,5 bilhões de toneladas de carbono por ano – quase um bilhão de toneladas a menos do que o previamente calculado.

Os autores do trabalho também descobriram que os ecossistemas tropicais, apesar da ocorrência de desmatamentos e queimadas, emitem muito menos gás carbônico do que se pensava. Os modelos anteriores previam que, no total, essas regiões despejavam 1,8 bilhões de toneladas de carbono por ano (subtraindo-se a quantidade de carbono absorvida do total emitido por desmatamento e queimadas). Os novos dados, no entanto, mostram que as florestas tropicais, como a Amazônia, são responsáveis por lançar apenas 100 milhões de toneladas de carbono por ano. “Elas estão ajudando a cancelar as emissões industriais e os impactos atmosféricos do desmatamento mais do que percebíamos”, diz Stephens.

Das cerca de 8 bilhões de toneladas de carbono emitidas anualmente, a atmosfera acumula aproximadamente 40% desse total. Outros 30% são absorvidos pelos oceanos e os cientistas acreditam que os ecossistemas terrestres, especialmente as árvores, aprisionam o restante. Modelos de computador sugerem que as florestas no hemisfério norte seriam responsáveis por retirar do ar cerca de 2,4 bilhões de toneladas de carbono por ano. No entanto, até hoje estudos de campo só conseguiram medir metade desse valor, um mistério que levou muitos cientistas a procurar o destino do carbono ainda não localizado. Se as previsões da equipe de Stephens estiverem corretas, uma pista para resolver esse enigma pode ter sido encontrada.

Thursday, June 28, 2007

Amaranto, opção contra o colesterol

Planta consumida na América pré-colombiana é introduzida no Brasil
Mariana Ferraz
Ciência Hoje/RJ


O Amaranthus cruentus , espécie que melhor se adaptou às condições climáticas locais, já está sendo cultivado no país. (Crédito: Carlos R. Spehar).


O amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, cujo consumo foi proibido pelos espanhóis por estar associado a práticas religiosas, começa a ser reabilitado por cientistas brasileiros com um nobre fim: pesquisas recentes mostram que, além de ser altamente nutritivo, o amaranto é um excelente redutor dos níveis de colesterol plasmático, que provoca o entupimento dos vasos sangüíneos.

A conclusão é resultado de um estudo feito pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais – aqueles que, além de suas funções nutricionais básicas, trazem algum benefício adicional para a saúde. O coordenador do projeto, o cientista de alimentos José Alfredo Gomes Arêas, conta que o conceito de alimentos funcionais surgiu na década de 1980, quando o governo japonês percebeu uma piora da saúde da população nipônica decorrente de seus hábitos alimentares e estimulou o consumo de certos produtos, entre eles, a soja, obtendo bons resultados.

A equipe de Arêas começou a estudar o amaranto em 1997, tendo realizado, desde então, diversos testes com animais para entender como a planta reduz as taxas de colesterol. Após induzirem o aumento do colesterol total e do LDL (o chamado mau colesterol) em hamsters e coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto.

Os resultados obtidos nos experimentos levaram os cientistas a concluir que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol, pois as proteínas, ao serem ‘quebradas’ na digestão, transformam-se em peptídeos (pequenas cadeias de aminoácidos) capazes de inibir a enzima responsável pelo acúmulo do colesterol. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando.

Arêas também realizou, em parceria com o Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, estudos com pacientes do hospital, cuja taxa de colesterol estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos. “É muito difícil acharmos as condições ideais para conduzirmos nosso estudo. Precisaríamos de um controle rígido da dieta dos envolvidos”, explica o pesquisador.

Muito nutritivo

Além da comprovada redução do colesterol em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas de alto valor biológico (uma medida do aproveitamento da proteína pelo organismo), o que, segundo Arêas, não é comum em vegetais -- a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. “A proteína do amaranto pode ser comparada à do leite”, diz. A planta é ainda fonte de cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. Por fim, o amaranto também não contém glúten ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten.

Mas como consumir o amaranto? Como o alimento não faz parte da cultura alimentícia brasileira, a equipe da USP investiga formas de uso da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante. “O amaranto é conhecido como um pseudocereal, porque é parecido com os cereais, sobretudo sua semente”, conta o pesquisador. A semente, que, quando aquecida, estoura como pipoca, está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, granola e até salgadinhos. “A idéia não é consumir diretamente a semente, mas sim introduzi-la como ingrediente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja. O brasileiro raramente consome o grão da soja, mas ingere com freqüência produtos que têm soja em sua composição.”

Antes, porém, de chegar ao mercado, o amaranto deve começar a ser cultivado no Brasil. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Cerrados e a Universidade de Brasília (UnB), entre outras instituições, já estão se encarregando da pesquisa agronômica para disseminar o vegetal no país. Carlos Roberto Spehar, agrônomo da Embrapa e responsável por essa etapa do projeto, conta que a intenção é diversificar a agricultura. “A produção de grãos no país é baseada em poucas espécies, o que torna as lavouras mais suscetíveis a pragas e doenças”, afirma. Em um grande esforço para vencer a resistência à sua aceitação, o projeto incluiu a difusão de tecnologia de cultivo e uso. Assim, os agricultores foram ensinados a plantar o amaranto e a utilizá-lo na culinária.

Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus , espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas locais. O trabalho compreende várias etapas, desde a genética e o melhoramento até a recomendação de cultivares. “Estamos estimulando outros agricultores a começarem a produção, de modo a que possam sair na frente quando houver maior demanda do mercado – o que certamente ocorrerá”, aposta Spehar. Segundo ele, a principal dificuldade é a falta de divulgação. “Assim que o brasileiro conhecer o amaranto, irá incorporá-lo na dieta”, finaliza.

FEIJÃO COM ARROZ NA LUTA CONTRA O CANCER

Prato preferido dos brasileiros pode prevenir câncer oral.
Fabíola Bezerra
Ciência Hoje/RJ




Os brasileiros receberam uma boa notícia. O bom e velho feijão com arroz, cativo na nossa mesa, pode ter efeito benéfico contra o câncer. A combinação, que está presente na alimentação da maioria dos brasileiros, independentemente de classe, cor ou religião, foi objeto de uma pesquisa que constatou sua capacidade de reduzir os riscos de desenvolver câncer oral.

A pesquisa, conduzida pela nutricionista Dirce Marchioni, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, faz parte de um estudo maior da Agência Nacional de Pesquisa em Câncer, que investigou a relação entre fatores ambientais e o câncer oral. Sem colesterol e com baixo teor de gorduras saturadas, os dois alimentos fornecem uma boa composição de proteínas, fibras e carboidratos. Contudo, o mecanismo que explicaria a proteção contra o câncer oral ainda não foi esclarecido totalmente.

Participaram do estudo 835 indivíduos da cidade de São Paulo, dos quais 366 sofriam de câncer de cavidade oral ou faringe. Outros 469 indivíduos faziam parte do grupo de controle, ou seja, não poderiam ter história ou suspeita de câncer nessas regiões do corpo. A análise incluiu indicadores socioculturais, fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool, histórico familiar de câncer e um questionário sobre a dieta dos participantes. Observou-se uma tendência significativa de diminuição do risco de apresentar câncer oral ao se aumentar o consumo de arroz e feijão. "Quanto mais as pessoas do estudo consumiram arroz e feijão, menor foi a probabilidade de elas pertencerem ao grupo dos indivíduos com a doença", observa a nutricionista.

Em 2006, o câncer de cavidade oral, no Brasil, representou 2,8% de todas as neoplasias malignas, ocupando a sétima posição entre os cânceres mais comuns, e a quinta entre os homens, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer. Dos estados brasileiros, São Paulo apresenta a mais elevada incidência de câncer oral, seguido do Rio Grande do Sul.

Além dos fatores nutricionais, aspectos comportamentais também estão sendo estudados, com o objetivo de identificar a sua influência no aumento dos riscos da doença. Segundo Marchioni, os homens são mais propensos a desenvolverem esse tipo de câncer, uma vez que fumam e bebem mais que as mulheres. “Nas últimas décadas, no entanto, esse perfil vem mudando: fatores socioculturais têm levado as mulheres a fumar mais e consumir mais álcool.”

Embora sejam esperadas conclusões mais sólidas até o fim deste ano com o prosseguimento dos estudos, os resultados obtidos até agora permitem inferir sobre a importância da dieta como fator protetor de doenças carcinogênicas. Já se sabe que frutas, vegetais e leguminosas são aliados na prevenção do câncer. Marchioni ressalta que os resultados do trabalho ainda são preliminares e os efeitos benéficos dessa combinação dietética ainda devem ser mais bem explicados.

A nutricionista lamenta que os brasileiros estejam comendo menos feijão e atribui isso à dificuldade de preparo, à falta de tempo. Ela lembra que o Ministério da Saúde está empenhado em campanhas de incentivo ao consumo de feijão. “As leguminosas têm entrado na pauta das discussões científicas recentemente. Por serem grãos integrais, ricos em fibras e em antioxidantes, regulam a digestão e ainda podem prevenir o câncer. Por isso, há essa necessidade de resgate desse alimento.”

Wednesday, June 27, 2007

Babyrousa babyrussa

(1)



NOME COMUM: Babirusa
NOME EM INGLÊS: Babirusa
NOME CIENTÍFICO: Babyrousa babyrussa
FILO: Chordata
ORDEM: ARTIODACTYLA
CLASSE: Mammalia
FAMÍLIA: Suidae
SUBFAMÍLIA: Babyrousinae
PESO: Até 200 lb
TEMPO DE VIDA: em torno de 24 anos
TEMPO DE GESTAÇÃO: normalmente é de 155-158 dias
NÚMEROS DE FILHOTES: 2 no máximo 3

(2)

O babirusa (Babyrousa babyrussa) é um dos mamíferos mais estranhos, e é certamente um dos porcos selvagens mais extraordinários. Os caninos superiores do macho emergem na vertical dos alvéolos do maxilar, penetra pela pele do nariz e então sai em curva para cima e na frente da face; uma característica sem igual em mamíferos. Os caninos da mandíbula do macho também crescem em cima da frente da face. Esta particularidade aparece no macho de adulto (os caninos da fêmea ou estão ausentes ou notadamente reduzidos) este tipo de dente levou as pessoas acharem que ele era parecido com um antílope por isso o seu nome (i.e. ' babi' = porco e ' rusa' = cervo). A função destes dentes é desconhecida. Eles são bastante frágeis, e então facilmente se quebram, e eles são raramente usados em combate entre machos. Muito das informações disponível na história natural e biologia desta espécie é derivado do estudo de espécimes cativos de jardins zoológicos.

(3)

O babirusa é o representante vivo exclusivo do subfamília Babyrousinae. Acreditam os estudiosos que o Babyrousa se desenvolveu desde os de Oligoceno (25 milhões de anos atrás) ao longo de uma linha evolutiva separada

A Babirusa em cativeiro pode se tornar sexualmente madura com cinco a dez meses de idade, e vivem em torno de 24 anos. Porém, é improvável que se reproduzem antes de 1 ano de idade. O ciclo estro dura entre 28 e 42 dias, e fêmeas em cativeiro geralmente entram novamente no cio dentro de 3 meses após o parto. O cio dura de 2-3 dias, e a duração de gestação normalmente é de 155-158 dias, entretanto já ocorreu casos de durar 171 dias. O número de filhotes é um ou dois, mas às vezes foram registrados nascimentos de trigêmeos ambos em cativeiro e na vida selvagem, já foram encontrados 4 fetos no ventre de uma fêmea selvagem. As fêmeas normalmente são bastante dóceis em cativeiro, mas ficam bastante agressivas quando estão com filhotes e até duas semanas após o nascimento.


(4)


Fonte:
Texto - Lúcia H.S. De Cicco - www.saudeanimal.com.br
Fotos - (1) microecos.wordpress.com, (2) www.apus.ru, (3) www.50birds.com/gendwildlife4.htm, (4) www.unifi.it

Cenários da floresta

REVISTA PESQUISA FAPESP - Edição Impressa 136 - Junho 2007
Fabrício Marques
http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3268&bd=1&pg=1&lg=

Modelos mostram que parte da Amazônia vai virar savana e sugerem que combate ao desmatamento pode amenizar o aquecimento global


© Paulo Artaxo

Queimada na Amazônia: o desafio é reduzir em 50% o desmatamento e manter esse nível até o final do século

Dois artigos científicos publicados no mês passado projetaram cenários para o futuro das florestas tropicais com base em cálculos e modelos computacionais. Aponta-se, por exemplo, uma alta probabilidade de que o aquecimento global vá converter uma parte da Amazônia brasileira em savanas, em decorrência da redução da quantidade de água no solo. Mas, por outro lado, tanto as mudanças globais como seus efeitos na cobertura vegetal poderão ser amenizados caso se reduzam os desmatamentos praticados pelo homem. Os artigos foram escritos por vários cientistas e, em comum, têm a assinatura do brasileiro Carlos Nobre, pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), fórum criado pelas Nações Unidas.

Publicado no site da revista Science, o estudo Tropical forests, climate change and climate policy mostra que, caso seja mantido o ritmo de desmatamento dos últimos anos, a destruição das florestas tropicais deverá lançar uma quantidade adicional de 87 bilhões a 130 bilhões de toneladas de carbono até o ano 2100 – o equivalente a mais de uma década de emissões causadas por combustíveis fósseis. Mas, se os países conseguirem reduzir as taxas de desmatamento em 50% até 2050 e manter este ritmo até 2100, será possível eliminar 50 bilhões de toneladas de carbono. Isso equivale a mais de 10% dos cortes necessários para manter as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono em 450 partes por milhão, limite acima do qual, segundo o IPCC, o aquecimento ultrapassará um patamar de 2ºC e produzirá problemas em escala global. O texto é assinado também por cientistas da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido e foi divulgado na seção Policy Forum, na qual a Science recomenda estudos aplicáveis em políticas públicas.

Há tempos os países industrializados são apontados como os grandes responsáveis pelas emissões de gases causadores do efeito estufa, o que levou os cientistas a colocar em segundo plano o potencial de redução dos países em desenvolvimento. Estas nações ficaram fora da primeira fase de compromissos assumidos no Protocolo de Kyoto. Isso está mudando. Segundo dados chancelados pelo IPCC, o desmatamento de florestas tropicais lançou na atmosfera na década de 1990 cerca de 1,5 bilhão de toneladas de carbono por ano – ou 20% das emissões de gases causadores do efeito estufa promovidas pelo homem. Recentemente, no âmbito da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU, surgiu uma iniciativa voltada para identificar políticas capazes de reduzir emissões do desmatamento em países em desenvolvimento. Foi esta iniciativa que abasteceu de dados o estudo publicado no site da Science.

Trajetória declinante - Além da importância de controlar a devastação, o artigo sugere que esse tipo de iniciativa está no rol das opções mais baratas para conter o desmatamento. Os pesquisadores destacam, porém, que países em desenvolvimento precisam de apoio financeiro para reduzir a devastação. “Tem que ser um esforço mundial e parte das reduções precisa ser financiada pelos países ricos”, diz Carlos Nobre.

Uma boa notícia é que o Brasil, na avaliação de Nobre, tem amplas condições de alcançar a meta de redução de 50% muito antes de 2050. “A trajetória dos desmatamentos no Brasil é declinante e sou otimista em relação à nossa capacidade de mantê-la sob controle no futuro”, afirma. “O poder público pela primeira vez tem tido ações efetivas para coibir o crime organizado que desmata a floresta, e já se vê o impacto disso. Por outro lado, a população brasileira tende a se estabilizar nas próximas décadas e as enormes áreas já desmatadas são mais do que suficientes para abrigar atividades econômicas da população rural atual e do projetado aumento desta população. O Brasil precisa se engajar, mas o quadro é favorável”, afirma. Já o caso das florestas tropicais da Indonésia é mais complexo, segundo o pesquisador. “O controle institucional lá é mais complicado e, como muito já foi desmatado, o que sobrou é especialmente vulnerável.”

O segundo estudo, publicado na revista Geophysical Research Letters, em parceria com os pesquisadores Luis Salazar, do Inpe, e Marcos Oyama, do Centro Técnico Aeroespacial, utilizou 15 modelos climáticos computacionais disponíveis para projetar o impacto do aquecimento global nos biomas da América do Sul. Estes modelos ainda apresentam grandes divergências de resultados, como no caso do regime de chuvas, por exemplo. “Há controvérsias, por exemplo, em relação ao papel das nuvens, que são de difícil representação nos modelos”, diz Nobre. O aumento da evaporação deverá estimular a formação de nuvens, que, ao refletir a radiação solar, podem servir de antídoto para o aquecimento e contrabalançar efeitos das mudanças globais. Esse tipo de incerteza ainda torna inviável, por exemplo, antever o destino da Caatinga brasileira. Mas há um consenso importante. Mais de 75% dos modelos convergem e indicam que é provável que o sudeste da Amazônia, principalmente as matas do estado do Pará, sofra um processo de savanização.

“Esta região já tem uma estação seca mais longa do que outras áreas da floresta. Os modelos indicam que, com uma evaporação maior e a conseqüente redução da quantidade de água no solo, ela pode tornar-se semelhante às regiões de Goiás e Tocantins”, diz Carlos Nobre. O pesquisador, contudo, evita comparar a biodiversidade que restará com o panorama do Cerrado. “Será uma savana bem mais empobrecida”, afirma. As projeções indicam uma redução de 18% das áreas cobertas por florestas tropicais até o final deste século, com o aumento de 30,4% das áreas cobertas por savanas.

Unesco inclui Galápagos em lista de locais sob risco

BBC BRASIL
26 de junho, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070626_unescogalapagosfn.shtml

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) incluiu nesta terça-feira as ilhas Galápagos na lista de patrimônios da humanidade ameaçados, para mobilizar apoio pela sua conservação.


Arquipélago equatoriano abriga espécies únicas no mundo

Além de colocar as 19 ilhas - que ficam a cerca de mil quilômetros da costa do Equador - na lista de patrimônios ameaçados, a Unesco também incluiu o Parque Nacional de Niokolo-Koba, no Senegal.

Segundo a Unesco, a vida selvagem única do arquipélago está sendo ameaçada pelo crescimento do turismo e pela imigração.

Em abril, o presidente do Equador, Rafael Correa, baixou um decreto que afirma que as ilhas Galápagos estão em risco e define como prioridade nacional a preservação da sua biodiversidade.

Cruzeiros

A Unesco diz que o número de dias passados no arquipélago por passageiros de navios de cruzeiro aumentou em 150% nos últimos 15 anos.

Este aumento teria levado à introdução no arquipélago de espécies estranhas à fauna local.

O arquipélago abriga dezenas de animais e plantas que não podem ser encontrados em nenhum outro lugar do mundo e correm risco de extinção.

Essas espécies inspiraram a Teoria da Evolução desenvolvida no século 19 pelo naturalista britânico Charles Darwin.

Represa


O Parque Nacional Niokolo-Koba, no Senegal, fica nas margens do rio Gâmbia.

As florestas e savanas do parque abrigam uma fauna rica que inclui espécies de antílopes, chimpanzés, leões, leopardos e uma grande população de elefantes, além de inúmeras aves, répteis e anfíbios.

O local está ameaçado pela caça clandestina e pelo projeto de construção de uma represa no rio Gâmbia, a apenas alguns quilômetros do parque.

A lista de patrimônios ameaçados elaborada pela Unesco inclui ainda o sítio arqueológico de Chan Chan, no Peru; monumentos medievais em Kosovo; a cidade antiga em Jerusalém e suas muralhas, entre outros.

Nenhum local no Brasil foi incluído na relação da Unesco.

Biodiversidade está diminuindo, diz relatório

BBC BRASIL
20 de março, 2006
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/03/060320_biodiversidadediminuifn.shtml

A biodiversidade está diminuindo, segundo o relatório Global Biodiversity Outlook (GBO, ou Previsão de Biodiversidade Global, em tradução livre).



O relatório foi publicado no momento em que delegações se reúnem no Brasil para a Convenção da ONU sobre Biodiversidade.

A convenção estabelece compromissos com governos para que o ritmo de diminuição da biodiversidade seja desacelerado até 2010.

Segundo o GBO, serão necessários "esforços sem precedentes" para atingir este objetivo.

O relatório estabelece 15 indicadores de progresso, que vão desde tendências na extensão de habitats até o acumulo de nutrientes como o nitrogênio, que podem prejudicar a vida marinha.

Apenas um dos 15 indicadores - a área mundial oficialmente protegida para a vida selvagem - está aumentando de acordo com a manutenção da biodiversidade.

Mas, mesmo neste indicador, a maioria das áreas ainda não chegou ao objetivo de proteger 10% de cada região que tenha combinações únicas de espécies.

Queda acelerada


Os outros indicadores mostram uma queda acelerada. Em conseqüência, a taxa de extinção de espécies chegou aos níveis mais altos desde a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

As florestas estão sendo destruídas a uma taxa de seis milhões de hectares por ano e tendências semelhantes foram observadas para a vida marinha e ecossistemas costeiros, como barreiras de coral e mangues.

A abundância e a variedade de espécies continuam a cair em todo o planeta, segundo um índice que mede a porcentagem de espécies com boas perspectivas de sobrevivência. A variedade de aves está em queda em cada tipo diferente de ecossistema, dos oceanos a florestas.

O relatório afirma que, apesar das tendências sombrias, o objetivo estabelecido pela Convenção - que envolve estabilização, e não a reversão destas perdas - ainda é possível.

"Os esforços precisam estar totalmente concentrados no tratamento das causas principais da perda de biodiversidade", afirma o relatório GBO.

Entre as causas, o relatório identifica a diminuição de habitat, devido à expansão da agricultura, mudanças climáticas, alta exploração de espécies de animais, com pesca desenfreada, por exemplo, entre outros.

Fêmeas 'virgens' de lagartos dão à luz na Grã-Bretanha

BBC BRASIL
21 de dezembro, 2006
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/12/061221_dragao_nasce_pu.shtml
[Veja o vídeo da reportagem no link]

Duas fêmeas de dragão-de-komodo residentes em zoológicos da Grã-Bretanha impressionaram a comunidade científica ao dar cria sem a ajuda de um exemplar macho da espécie.


Reprodução sem sexo é arma para perpetuar espécie, afirma cientista


Testes revelaram que os ovos dos dois lagartos se desenvolveram sem serem fertilizados por esperma em um processo conhecido como partenogênese.

As observações dos pesquisadores foram publicadas nesta quinta-feira na revista científica Nature.

Em um dos casos (o de Flora, que vive no zoológico de Chester), os filhotes devem nascer na época do Natal, o que levou os pesquisadores a traçarem um paralelo com a figura bíblica da "concepção imaculada".

"Procuraremos um pastor, homens sábios e uma estrela brilhante no céu do zoológico de Chester", brinca Kevin Buley, um dos co-autores do estudo.

O outro caso é o de Sungai, um dragão-de-komodo fêmea que vive no zoológico de Londres.

No início deste ano, mais de dois anos após seu último contato com um macho da espécie, ela teve quatro filhotes, que permanecem saudáveis e crescem normalmente, de acordo com o mesmo estudo.

Sungai também foi capaz de reproduzir pelo método tradicional e deu cria com a ajuda de um lagarto macho batizado de Raja.


Anormalidade

Outro co-autor do estudo, o cientista Richard Gibson, da Sociedade de Zoologia de Londres, diz que a partenogênese já foi identificada em cerca de 70 espécies de vertebrados, incluindo cobras, peixes, um lagarto e até um peru, mas sempre como um "fenômeno incomum, talvez anormal".

"Agora, vimos dois casos separados e não relacionados em apenas um ano, sugerindo que talvez a partenogênese seja muito mais difundida e comum do que achávamos", afirma o cientista.

Gibson acrescentou que uma das explicações para os nascimentos pode ser o fato de as fêmeas terem sido mantidas em cativeiro por muitos anos sem a presença de machos.

"Mas a habilidade de reproduzir através da partenogênese é obviamente uma capacidade ancestral", avalia.

Para o pesquisador, a capacidade de realizar a partenogênese garante a reprodução da espécie mesmo que uma fêmea viva isolada em uma ilha deserta, por exemplo.

Menos de 4 mil exemplares dos maiores lagartos do planeta, que podem alcançar até três metros de comprimento, vivem em áreas selvagens, nas ilhas indonésias de Komodo, Flores e Rinca.

Pela genética do processo, as crias sempre serão lagartos machos, que por sua vez procriarão com a própria mãe para perpetuar a espécie.

Para preservar a diversidade dos dragões-de-komodo, cientistas têm sugerido que machos e fêmeas vivam juntos em zoológicos.


[Para saber mais:
http://vestcinco.blogspot.com/search/label/Partenog%C3%AAnese

Saturday, June 09, 2007

Código institui normas para evitar maus-tratos de animais

Por: Agencia Câmara
Pauta - 08/06/2007 17h16
Reportagem - Patricia Roedel
Edição - Rosalva Nunes

A Câmara analisa o Projeto de Lei 215/07, de autoria do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que institui o Código Federal de Bem-Estar Animal. A proposta estabelece normas para as atividades de controle populacional e de zoonoses, experimentação científica e criação.

O projeto, segundo Tripoli, atende ao padrão mundial que reprova os maus-tratos aos animais domésticos, àqueles usados em testes científicos e de produtos cosméticos e aos criados para consumo humano.

O autor cita a experiência do Farm Animal Welfare Council, do Reino Unido, que defende em suas normas que os animais devem estar livres de ferimentos, doenças, fome, sede, desconforto, dor, medo e estresse.

Segundo a proposta, os animais domésticos, os recolhidos pelo Poder Público e os mantidos em criadouros deverão ficar em ambiente que garanta cada fase de seu desenvolvimento, consideradas as condições sanitárias e ambientais, de temperatura, umidade relativa, quantidade e qualidade do ar, níveis de luminosidade, exposição solar, ruído, espaço físico, alimentação, enriquecimento ambiental e segurança.

Testes de produtos
O projeto determina que os laboratórios que não usarem animais em testes poderão receber benefícios ou incentivos fiscais e exibir, nos rótulos das embalagens de seus produtos, a expressão "produto não testado em animais". Em contrapartida, as empresas que optarem por testar os produtos em animais também deverão trazer essa informação nos rótulos.

Testes científicos
O texto proíbe o uso de animais para fins científicos ou didáticos quando existirem métodos alternativos ou substitutivos à experimentação ou se o procedimento causar dor, estresse ou desconforto ao animal. As escolas também não poderão usar animais em seus laboratórios.

A anestesia será obrigatória nos procedimentos dolorosos e não poderá ser substituída por bloqueadores neuromusculares ou relaxantes musculares.

A experimentação ficará condicionada ao compromisso moral do pesquisador ou professor, firmado por escrito, responsabilizando-se por evitar sofrimento físico e mental ao animal.

Controle populacional
O código estabelece normas para enfrentar o problema da superpopulação de cães e gatos nos centros urbanos. O deputado lembra que muitos municípios ainda utilizam a prática de sacrificar esses animais como forma de controle sanitário. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "o recolhimento e a eliminação de animais são contraproducentes tanto para se manter uma população não suscetível à raiva quanto para o controle da produção animal".

Tripoli propõe no código o controle da população de cães e gatos com a implantação de programas de registro e identificação de animais, associados à esterilização e à adoção. Ele sugere também a instituição de um cadastro nacional de estabelecimentos de criação e comercialização de animais.

Os animais doentes ou agressivos deverão ser recolhidos das ruas, dentro de normas de bem-estar: eles não poderão ser arrastados, laçados ou içados; deverão ser contidos por mordedor ou guia macios; cães deverão ficar separados de gatos; e as fêmeas deverão ser recolhidas junto de suas ninhadas.

Os animais recolhidos serão esterilizados e poderão ser devolvidos ao local de procedência, encaminhados à adoção ou doados.

Criação
O projeto institui ainda normas de bem-estar na criação, reprodução, manejo, transporte, comercialização e abate dos animais destinados ao consumo ou para produção de subprodutos. O autor lembra que o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, além do segundo maior em frangos e o quinto em carne suína.

O texto proíbe o transporte de animais a pé; com patas amarradas; de cabeça para baixo; em contêiner pequeno para seu tamanho. No abate, será obrigatório o uso de métodos de insensibilização do animal, e vedado o uso de marreta ou choupa. Os bovinos encaminhados ao abate entre 15 e 18 meses não poderão ser castrados. Na castração dos demais, será obrigatório o uso prévio de anestesia.
Também fica proibida a criação de bovinos para comercialização de carne de vitela (bovino com menos de um ano).

A criação de suínos deverá prever um comedouro para cada quatro animais e um bebedouro para cada dez. Os leitões não poderão ser desmamados antes de completar três semanas de idade e não poderão ser castrados antes de atingir a puberdade.

Tramitação
O PL 215/07 será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta tramita em caráter conclusivo e a ela foi apensado o Projeto de Lei 1158/07, do deputado Silvinho Peccioli (DEM-SP), que trata da posse responsável de animais domésticos.

Íntegra da proposta:
- PL-215/2007

Animais Ameaçados de Extinção, por BBC BRASIL

http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1314_wwfg/index.shtml
BBC BRASIL: Em imagens - Animais ameaçados de extinção [pop up]


INTRODUÇÃO

Foto: WWF-Canon/Edward Parker

Em outubro, a Convenção da ONU sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES, em inglês), vai se reunir na capital tailandesa, Bangcoc.
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês) elaborou uma lista de espécies consideradas as mais ameaçadas pelo comércio internacional. (...)

***


Peixe Napoleão
(Cheilinus undulatus)



Habitante dos corais, o peixe napoleão é muito procurado por restaurantes do leste da Ásia.

A clientela dos restaurantes come os lábios, olhos e a carne do peixe. O quilo está cotado a mais de US$ 100.

A pesca é intensa demais para ser sustentável, porque é um peixe raro que demora para se reproduzir.

Foto: WWF-Canon/Darren Jew




Golfinho-de-Irawaddy
(Orcaella brevirostris)




Golfinho-de-Irawaddy
(Orcaella brevirostris)


O WWF diz que as maiores ameaças a este raro cetáceo, que vive em várias partes do sudoeste da Ásia, são as redes de pesca, onde o animal fica enroscado, e ferimentos resultantes de dinamite usado em determinados tipos de pesca.


Foto: WWF-Canon/Alain Compost

Elefantes Asiáticos
(Elephas maximus)



A caça de elefantes por seu marfim e carne é um problema grave para a espécie em vários países asiáticos, onde os animais também sofrem a perda de seu habitat natural.

A apreensão de marfim ilegal vem aumentando desde 1995, com o comércio ilegal estimulado pela grande demanda na China.


Foto: WWF-Canon/A. Christy Williams

Tigres
(Panthera tigris)



A população global de tigres diminuiu em 95 % no século passado, de acordo com a WWF. Pode haver menos de 5 mil ainda na natureza.

Os tigres são caçados por causa de sua pele e também pelos ossos, usados na tradicional medicina do Extremo Oriente.


Foto: WWF-Canon/Martin Harvey

Grande Tubarão Branco
(Carcharodon carcharias)



O grande tubarão branco é o maior predador da espécie. Ele é cobiçado por caçadores por causa de sua mandíbula, dentes e barbatanas, usadas para fazer sopa.

Às vezes os tubarões têm suas barbatanas retiradas e são, em seguida, devolvidos ao mar, onde morrem lentamente ou são devorados por outros tubarões.

Foto: WWF-Canon/Wildlife Pictures/Jêrome Mallefet

Gecko cauda-de-folha
(Uroplatus spp.)



Todas as dez espécies deste tipo de réptil que se parece com um lagarto são encontradas em Madagascar.

Sua pele se parece com casca de árvore.

Muitos são vendidos como animais de estimação. Eles sofrem ainda a perda de seu habitat natural.

Foto: WWF-Canon/Martin HARVEY

Monday, April 30, 2007

Audiência discutirá tráfico de animais da Mata Atlântica

AGENCIA CAMARA - A semana - 30/04/2007 09h15

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Frente Parlamentar Ambientalista promovem na quarta-feira (2) audiência pública para apresentação do diagnóstico do tráfico de animais silvestres da Mata Atlântica. O evento foi proposto pelo deputado Sarney Filho (PV-MA).

O tráfico de animais silvestres foi um dos temas tratados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Biopirataria, da qual Sarney Filho foi relator, na legislatura passada. O relatório final da CPI alerta para o aumento da lista brasileira de fauna ameaçada de extinção, publicada desde 1973. Na versão mais recente, de 2003, o Brasil apresenta 219 espécies ameaçadas.

Extinção de espécies
O parlamentar lembra que o tráfico de animais silvestres é considerado a segunda maior causa de extinção de espécies, perdendo apenas para a supressão de hábitats. Essa atividade irregular é feita a partir da apreensão de animais, principalmente aves, pela população mais pobre das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

As espécies são vendidas nas feiras livres e ao longo das principais rodovias e transportadas por caminhoneiros e motoristas de ônibus ao longo de rotas já há muito conhecidas. A receptação ocorre, sobretudo, nos estados do Sul e Sudeste.

"O combate ao tráfico de animais silvestres depende de fiscalização e repressão, por parte dos órgãos governamentais competentes, mas, principalmente, da mudança de hábitos da população", alerta o parlamentar. Para isso, acrescenta Sarney Filho, é essencial a colaboração de organizações não-governamentais, com campanhas educativas e a divulgação de informações relevantes à proteção da fauna silvestre brasileira.

O debate contará com a participação do coordenador-geral da Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), Dener Giovanini, e da coordenadora de projetos da rede, Ângela Branco. A reunião está marcada para as 14 horas, no plenário 8.


Da Redação/NN

Comissão aprova informação de teste com animais em rótulo

AGENCIA CAMARA - Aconteceu - 19/12/2006 17h04

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou, na última quarta-feira (13), o Projeto de Lei 7213/06, que obriga empresas a informar no rótulo de seus produtos se foram utilizados testes em animais vivos para a sua elaboração. A proposta é do deputado Carlos Nader (PL-RJ).

De acordo com o projeto, essa informação deve ser afixada nos rótulos de produtos químicos, farmacêuticos, cosméticos, agrícolas, pesticidas, herbicidas e de higiene e limpeza. As indústrias terão prazo de 180 dias após a publicação da lei para se adequar às novas regras. Haverá fiscalização e punição em caso de descumprimento; o órgão fiscalizador e a penalidade serão definidos pelo Executivo, prevê ainda o texto.

Punição
O relator da proposta, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), concorda com os argumentos do autor da proposta, que cita a punição prevista na Lei de Crimes Ambientais (9605/98) para quem realiza experiências dolorosas ou cruéis em animais: detenção de três meses a um ano e multa. A pena inclui os casos em que a experiência tenha fins didáticos ou científicos, desde que existam recursos alternativos. Se o animal morrer, a pena é aumentada de 1/6 a 1/3.

"A forma mais efetiva de as empresas mudarem suas condutas em relação à experimentação científica é o protesto dos consumidores. Se a população condenar essa prática e comprar produtos de empresas que não realizem testes em animais, as empresas que fazem essas experiências terão seu faturamento reduzido e buscarão alternativas que preservem a vida dos animais sem comprometer a segurança dos consumidores. A rotulagem de produtos cumpre esse papel", afirma Marquezelli.

Tramitação
O projeto segue para análise em caráter conclusivo das comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.






Reportagem - Adriana Resende
Edição - Sandra Crespo