Ecossistemas complexos, onde ocorrem muitos processos, precisam de elevado número de espécies para funcionar a contento
Segundo um modelo desenvolvido por Andy Hector, da Universidade de Zurique (Suíça), e Robert Bagchi, da Universidade de Oxford (Reino Unido), que estudaram áreas de gramíneas na Europa, o número de espécies encontradas num lugar afeta o conjunto de processos desempenhados nesse ecossistema, como decomposição e formação de solo, reciclagem de água e de nutrientes e crescimento de plantas. A regra é simples: ambientes complexos, nos quais ocorre um grande número de processos, precisam de uma quantidade maior de formas de vida para funcionar em sua plenitude. Por isso, é necessário preservar toda a biodiversidade, visto que nenhuma forma de vida é redundante, dizem os autores. “Análises passadas trabalharam de forma muito estreita essa questão, assumindo que as espécies importantes para um processo também eram essenciais para todos os demais”, afirma Hector. "Mas esse não parece ser o caso.”

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