Friday, August 03, 2007

'Doenças ambientais' matam 233 mil por ano no Brasil

Fonte: BBC Brasil, 13 de junho, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070613_oms_doencas_pu.shtml

Cerca de 233 mil pessoas morrem todo ano no Brasil por exposição a fatores de risco ambiental, como poluição, água não tratada e grandes estruturas urbanas, revelou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Falta de saneamento mata 15 mil por ano no Brasil, diz OMS

Significa dizer que 19% de todas as mortes no país poderiam ser evitadas se fossem adotadas políticas públicas eficientes, de acordo com os dados do primeiro levantamento deste tipo feito pela entidade sediada em Genebra.

Falta de higiene, saneamento básico e poluição do ar matam 32 mil brasileiros por ano, indicaram os dados.

A pesquisa levou em consideração as condições enfrentadas pelos brasileiros em seu dia-a-dia.

Em um país em que 84% da população vive nas cidades, a poluição do ar mata 12,9 mil pessoas por ano.

Com 22% das pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, a falta de água tratada e de redes de esgoto tiram a vida de 15 mil brasileiros por ano.

A OMS disse ainda que 4,1 mil mortes por ano poderiam ser evitadas se 13% dos lares brasileiros que hoje utilizam carvão ou madeira para cozinha substituíssem esses combustíveis por alternativas consideradas limpas, como gás encanado.

"Estas estimativas por país são um primeiro passo na direção de ajudar governantes em relação às prioridades para ação preventiva nas áreas de saúde e meio ambiente", disse a diretora-geral assistente de Desenvolvimento Sustentável da OMS, Susanne Weber-Mosdorf.


Um quarto das doenças poderia ser evitada com medidas eficientes

"É importante quantificar o peso das doenças causadas por ambientes pouco saudáveis. Esta informação é chave para ajudar os países a escolher as intervenções apropriadas."
Susanne Weber-Mosdorf, diretora da OMS


"É importante quantificar o peso das doenças causadas por ambientes pouco saudáveis. Esta informação é chave para ajudar os países a escolher as intervenções apropriadas", ela disse.

Situação mundial


No mundo, cerca de 13 milhões de mortes poderiam ser evitadas por medidas que tornem o meio-ambiente mais saudável, disse a OMS.

A pesquisa analisou condições como poluição e saneamento, ambiente de trabalho, exposição ao barulho, métodos agrícolas e construções urbanas, mudanças ambientais causadas pela ação humana, entre outros fatores.

Fatores ambientais associados a processos naturais que não podem ser facilmente modificados, como o curso de rios ou o regime de chuvas, foram descartados na pesquisa.

Diarréia, malária e infecções respiratórias estão entre as causas mais comuns das chamadas "mortes ambientais" no mundo. Mas, para os padrões mundiais, a situação brasileira não preocupa a OMS.

Uma das cientistas responsáveis pelo estudo, Annette Prouss-Üstün, explicou que no panorama global o Brasil é marcado pelos casos de asma e por doenças neuropsiquiátricas, como depressão, insônia e estresse em relação ao trabalho.

"Mas estresse no trabalho não quer dizer que a pessoa tem muitas tarefas. Pode significar que está desempregada, ou que não tem controle sobre suas próprias tarefas, ou que trabalha em um ambiente precário", ela exemplificou.

"Já a insônia pode estar ligada à poluição sonora, e a outras doenças neuropsiquiátricas, à exposição a pesticidas."

De acordo com a OMS, 24% das doenças no mundo estão relacionadas ao ambiente onde as pessoas vivem.

Aves ajudam a curar trauma de soldados

Fonte: BBC Brasil, 02 de agosto, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070802_papagaio_texto.shtml

Veteranos americanos das guerras do Iraque e do Afeganistão estão sendo tratados de traumas em Los Angeles com uma terapia que inclui aves que sofreram maus tratos.


Matthew Simmons está reaprendendo a desenvolver relacionamentos

O soldado Matthew Simmons, que desenvolveu síndrome do estresse pós-traumático, está aprendendo a cultivar relacionamentos e seus novos amigos são papagaios.

Segundo ele, as aves percebem quando ele está revoltado ou com medo, e voam para longe.

Clique aqui para assistir à reportagem

A psicóloga Lorin Lindner disse que resgata papagaios há muitos anos. Ela tratava de veteranos viciados em drogas e viu como eles se derretiam diante dos papagaios.

Apesar de serem espécies muito diferentes, as aves ficam tão traumatizadas quanto soldados em combate.

Os soldados traumatizados reaprendem a criar um clima de confiança, acabando com a sensação de isolamento e revolta, e deixando de lado drogas e álcool, dizem os psicólogos.

Wednesday, August 01, 2007

Café e exercícios 'podem proteger a pele do sol'

Fonte: BBC Brasil


Uma xícara de café pode ajudar a proteger a pele do sol, de acordo com cientistas americanos.


Um meio fácil de ajudar a evitar o câncer?

Uma combinação de exercícios físicos e água com cafeína reduziu os danos causados por radiação ultravioleta, emitida pelo sol, em ratos de laboratório.

Segundo o estudo publicado em The Proceedings of the National Academy of Sciences, a defesa natural dos ratos contra células pré-cancerosas foi estimulada em até 400%.

A relação entre cafeína e células cancerosas está sendo examinada de perto depois de evidências de que a substância pode estimular um processo chamado "apoptose", em que o organismo se livra de células danificadas ou cancerosas matando-as.

Esta mais recente pesquisa apóia essa teoria, mas ela concluiu que a adoção de uma rotina de exercícios físicos pode trazer benefícios ainda maiores do que o esperado.

Os ratos utilizados para a experiência não tinham pelos, e foram expostos a lâmpadas que produziam radiação UVB, do tipo emitido pelo sol.

Alguns dos ratos receberam água com cafeína para beber proporcionalmente equivalente a uma ou duas xícaras de café por dia, um outro grupo foi colocado em rodas para exercícios e um terceiro conjunto foi submetido a ambos os procedimentos.

Depois eles foram submetidos a testes para verificar a presença de substâncias no organismo ligadas aos níveis de apoptose. Os resultados foram comparados com ratos que foram colocados sob lâmpadas de bronzeamento, mas sem receber cafeína ou fazer exercício.

Os ratos que ingeriram cafeína mas não fizeram exercícios registraram um aumento de 95% em apoptose, enquanto os que realizaram apenas exercícios tiveram um aumento de 120%.

Mas os ratos que se exercitaram e beberam cafeína registraram um aumento de 400%.

Allan Conney, da Universidade Rutgers, que chefiou o estudo, disse que a razão ainda é um mistério.

"A diferença mais dramática e óbvia entre os grupos veio dos ratos corredores que ingeriram cafeína, uma diferença que pode, provavelmente, ser atribuída a algum tipo de sinergia."

Sol protege contra esclerose múltipla, diz estudo

Fonte: BBC Brasil, 29 de julho, 2007
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070729_esclerosesol_ir.shtml

Pessoas que passam mais tempo no sol quando crianças têm um risco menor de desenvolver esclerose múltipla, de acordo com um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.


Cientistas não sabem exatamente como sol ajuda na prevenção da doença

Os pesquisadores dizem que os raios UV oferecem proteção ao alterar as respostas imunológicas das células ou ao aumentar os níveis de vitamina D.

Um estudo anterior descobriu que mulheres que tomam suplementos de vitamina D têm 40% menos chances de ter esse tipo de doença.

A esclerose múltipla está entre as doenças neurológicas mais comuns do mundo, afetando cerca de dois milhões de pessoas.

Mas a doença é mais comum em maiores latitudes, onde geralmente há níveis menores de radiação ultravioleta, que é produzida pelo sol.

Gêmeos


Para o estudo, os pesquisadores analisaram 79 pares de gêmeos idênticos que tinham o mesmo risco genético de desenvolver esclerose múltipla.

Em cada par, apenas um irmão tinha a doença.

Os gêmeos responderam perguntas como se eles ou seus irmãos passaram mais tempo ao ar livre em dias quentes, dias frios, no verão, na praia ou praticando esportes quando crianças.

Os pesquisadores descobriram que os irmãos com esclerose múltipla haviam passado menos tempo ao sol.

Os gêmeos que passaram mais tempo ao ar livre apresentaram uma redução de até 57% no risco de desenvolver a doença.

Os autores do estudo, Talat Islam e Thomas Mack, dizem, no entanto que mais estudos são necessários para determinar como o sol reduz o risco.

“Esse trabalho apóia estudos anteriores sugerindo uma ligação entre a exposição ao sol e o baixo risco de esclerose múltipla”, disse Chris Jones, presidente da organização não-governamental MS Trust, que lida com a doença.

“Mas os pesquisadores certamente não estão sugerindo que as pessoas saiam e tenham câncer de pele. A exposição aos raios do sol pode ser perigosa”, disse.

O estudo foi publicado na revista especializada Neurology.

Cientistas analisam 'fóssil vivo' achado na Indonésia

Fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070801_peixe_fossilvivorg.shtml

Cientistas estão realizando testes genéticos em um peixe raríssimo - considerado um "fóssil vivo" - encontrado na Indonésia. O peixe pode ser o segundo exemplar de sua subespécie a ser encontrado até hoje.


Só um peixe de uma subespécie asiática já foi encontrado


Por muito tempo, especialistas acreditaram que peixes do tipo do celacanto tivessem se extinguido há cerca de 70 milhões de anos, mas uma subespécie foi encontrada na África em 1930 e depois, em 1998, uma outra foi encontrada na Ásia.

Os celacantos têm uma aparência incomum, com barbatanas que se assemelham a patas. Eles também podem fazer uma manobra incomum no leito do oceano, parecida com "plantar bananeira", possivelmente para procurar por comida.

Segundo especialistas, esses peixes azuis representam uma oportunidade única de estudar a evolução das espécies, já que seus fósseis datam de 350 milhões de anos atrás.

O novo espécime de celacanto foi achado há dois meses por um pescador ao norte da Ilha das Celebes, parte do arquipélago indonésio.

Veja uma foto ampliada do peixe encontrado

Enigma


As barbatanas incomuns dão a impressão que o peixe tem patas

Mais de 300 exemplares da subespécie Latimeria chalumnae já foram encontrados nas águas do arquipélago das Comores, na costa sudeste da África. Mas a subespécie asiática Latimeria menadoensis sempre deixou perplexos os cientistas.

"Quando o celacanto indonésio apareceu em 1998, muita gente saiu para tentar encontrar outros na área, mas ninguém havia conseguido até agora", disse Peter Forey, um especialista em celacantos do Museu de História Natural de Londres.

"O fato de que outro espécime foi encontrado (na região) é significativo; ele confirma essa é a localização genuína de outra população de celacantos."

Os testes em andamento devem confirmar se o peixe encontrado é de fato da subespécie asiática e poderiam ajudar a responder por que as duas subespécies se separaram e vivem a milhares de quilômetros uma da outra.

"Estimativas feitas a partir do perfil genético do peixe encontrado em 1998 indicam que elas se separaram há entre quatro e cinco milhões de anos. Porém, uma análise da geologia dos oceanos, indica que eles devem ter se separado há cerca de 30 milhões de anos", disse Forey.